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Investigação

Oi S/A pede ao MP informação sobre investigação de R$ 308 milhões

Procedimento investiga operação de venda de créditos judiciais. Família do governador tem negócios com operador de fundos

Finalmente, a Empresa de Telecomunicações Oi S.A se manifestou de forma oficial em relação às várias frentes de apuração deflagradas, após vir a publico uma suposta negociação de R$ 308 milhões que seriam devidos pelo Governo do Estado de Mato Grosso, mas foram pagos a dois fundos de investimentos, o Royal Capital e a Lotte Word.

.A além de estar em sua segunda recuperação judicial, a empresa tem da ordem de R$ 44,3 bilhões –

O subprocurador-geral de Justiça Jurídica e Institucional, Marcelo Ferra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), informou, por meio de sua assessoria, que a Oi S/A formalizou oficialmente pedido de acesso às denúncias e apurações que se encontram tramitando em sede da instiuição.

O processo se encontra em segredo de Justiça, o que obriga o suprocurador se manifestar apenas pormeio dos autos.

Ferra instaurou procedimento preparatório para apurar eventual irregularidade na devolução de recursos públicos, pelo Governo do Estado, à empresa Oi S/A.. A empresa admitiu, em nota à imprensa, que teria vendido, por R$ 80 milhões, créditos decorrentes da ação vencida pela empresa contra o Governo do Estado,por meio do escritório Ricardo Almeida Advogados Associados.

A venda foi feita em uma operação conhecida como escrow (com garantia de recebimento), ou seja, os valores permanecem em uma conta corrente especial, até que os valores a serem liberados sejam confirmados. Quando foram liberados os R$ 80 milhões para a Oi S/A, foram corrigidos em pouco mais de R$ 2 milhões, pelo tempo que levou entre a negociação e a quitação, que se deu após a Procuradoria Geral do Estado (PGE/MT) confirmar a operação com o escritório de advocacia.

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O procedimento teve origem em notícia de fato, registrada junto ao MPMT pela deputada Janaina Riva (MDB), que menciona supostas irregularidades em acordo celebrado em 10 de abril de 2024, entre o Estado – por intermédio da Procuradoria-Geral do Estado – e a Oi S.A., com o objetivo de restituir à empresa R$ 308.123.595,50.

Conforme a portaria do Ministério Público de Mato Grosso, a apuração abrange não apenas a devolução dos valores, mas também a possível destinação dos recursos a fundos de investimento com eventuais vínculos a agentes públicos estaduais e seus familiares.

Por determinação do acordo com a PGE, o dinheiro liberado pelo Governo de Mato Grosso foi parar nas contas de dois fundos de investimentos, o Royal Capital Fundo de Investimentos, que recebeu R$ 154.061.797,73, e o Lotte Word Fundo de Investimento que recebeu o mesmo montante.

Os dois fundos têm como gestor Fernando Luiz de Senna Figueiredo, que aparece como gestor ou com participação em outros fundos que investem em empresas ligadas à família do governador Mauro Mendes (União Brasil). Inclusive, em alguns casos, ele aparece como sócio de Luis Antônio Taveira Mendes, filho do governador Mauro Mendes.

Em sua defesa, o Governo do Estado alega que a negociação com a Oi S/A foi “um bom negócio” para o Tesouro de Mato Grosso, pois a divida era de R$ 700 milhões e, portanto,, teria economizado R$ 392 milhões.

Esses valores seriam decorrentes de ações judiciais que a Oi S/A, antes de entrar em recuperação judicial, pela primeira vez entre 2016 à 2022, com uma divida superior a R$ 65 bilhões, ingressou na Justiça reclamando da cobrança de ICMS sobre serviços prestados pela empresa. Durante anos, a ação transitou em diversas esferas judiciais, até que o Supremo Tribunal Federal, última instância, teria reconhecido a inconstitucionalidade nas cobranças.

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O problema é que a negociação colocada em segredo de Justiça pelo desembargador Mário Kono, bem como pelo procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, acabou ficando pendente de conclusão. Inclusive, com um valor retido superior a R$ 8 milhões pelo Juízo do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais Estaduais 4.0, sob o comando do juiz Yale Sabo Mendes.

Em decorrência da falta de esclarecimentos pelas partes interessadas, após a citação e diante de denúncias formuladas pela deputada Janaina Riva, em diversos órgãos de controle, Yale Sabo Mendes passou a exigir explicações, como a manifestação do Juiz Universal, que é quem detém o direito as decisões finais quando envolvem processo de empresas em recuperação judicial. = como é caso da Oi S/A, que está na 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro e do Ministério Público -, para então decidir se libera a parte final ou não do processo, lembrando que ele foi iniciado pela PGE/MT, no Tribunal de Justiça, em cima de uma decisão do desembargador Mário Kono Filho.

Enquanto os esclarecimentos não acontecem, ficam dúvidas.

Por que quem ganhou uma ação de mais de R$ 1 bilhão, na instância final do Poder Judiciário do Brasil, iria abrir mão de solicitar o seqüestro judicial dos valores devidos por menos de 10% do total que teria a receber? E, após vender estes créditos, quem os comprou conseguiu receber bem mais do que foi repassado? E estes valores foram encaminhados para o pagamento dos credores de quem está em recuperação judicial?

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Investigação

Adolescente goiana desaparece na França após sair do estágio

A adolescente goiana de 16 anos, Alice Dias de Oliveira, desapareceu na França após sair do estágio que estava fazendo durante o período de férias escolares. A irmã dela, Ana Flávia Dias de Oliveira, de 24 anos, contou ao g1 que a adolescente mora em Trappes, perto da capital francesa.

Alice está desaparecida desde quarta-feira (22). Segundo a irmã, a família entrou em contato com alguns amigos de escola de Alice, mas nenhum a viu desde o desaparecimento. A família entrou em contato com a polícia francesa, que informou que só pode passar mais detalhes na segunda-feira (27).

Amiga de adolescente goiana que sumiu na França também está desaparecida, diz família

Nascidas em Goiânia, as duas moram na França há quatro anos, mas não na mesma residência. Ana Flávia mora com o marido e o filho, e Alice mora com os pais das duas em outra casa. Segundo Ana Flávia, a irmã estuda o dia inteiro e, às vezes, trabalha como babá ao final do dia para uma família que mora no mesmo condomínio que ela.

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“Ela trabalha do lado de casa, praticamente. A escola é perto: ela sai da escola, pega o ônibus, pega os meninos na escola. Da escola para casa, é uns 5 minutos caminhando”, detalhou sobre a rotina da adolescente.

Nas redes sociais, Ana Flávia contou que a polícia francesa não trabalha aos finais de semana. “O que sabemos é que há uma outra amiga dela que está desaparecida. Essa amiga desapareceu na terça, dia 21, e a minha irmã Alice, na quarta”, revelou. Ana Flávia acredita que as duas possam estar juntas.

A irmã relatou que o celular da adolescente foi rastreado até onde a bateria do aparelho durou, mas ao chegarem ao local, não havia ninguém. A última mensagem que Alice enviou foi para o pai, avisando que estava esperando o trem, por volta das 22h30. A família passou a ficar preocupada quando deu meia-noite e Alice não chegou em casa.

“Não nos informaram se conseguiram as filmagens da estação de trem. Se ela chegou a pegar o trem ou com quem ela estava, não falaram nada”, informou.

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A irmã disse que a família pretende procurar ajuda na embaixada na segunda-feira (27).

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