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Investigação Polícial

Quem é o influenciador preso em ação da PF contra esquema bilionário?

Polícia Federal aponta uso de criptomoedas, remessas internacionais e empresas de apostas para ocultar dinheiro do tráfico de drogas

O influenciador Bruno Alexsander Souza Silva, conhecido como Buzeira, foi preso nesta terça-feira (14) durante uma operação da Polícia Federal contra uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas. Com mais de 15 milhões de seguidores no Instagram, Buzeira ostentava veículos de luxo e grandes quantias de dinheiro em suas redes sociais.

Embora a PF não tenha divulgado oficialmente os nomes dos investigados, imagens da operação mostram parte da frota de carros de alto padrão apreendidos, todos pertencentes ao influenciador.

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Além da prisão de Buzeira, os agentes cumpriram outros dez mandados de prisão no Brasil e contaram com o apoio da Polícia Criminal Federal da Alemanha, que prendeu um dos investigados no país europeu.

“As investigações indicam que o grupo criminoso utilizava técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras em criptomoedas e remessas internacionais, voltadas à ocultação da origem ilícita dos valores e à dissimulação patrimonial”, afirmou a PF, em nota oficial.

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Ainda segundo a corporação, parte dos valores foi direcionada para empresas do setor de apostas esportivas. O bloqueio judicial de bens supera R$ 630 milhões. Os investigados devem responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação internacional.

Buzeira costumava divulgar em seu site oficial apostas esportivas, criptomoedas, loja de roupas e farmácia online, além de exibir rotineiramente seu estilo de vida de alto padrão. Nas redes sociais, mostrava carros de luxo, apostas em jogos de pôquer e maços de dinheiro.

O influenciador já havia sido alvo de busca e apreensão da Polícia Civil de São Paulo, em fevereiro, em uma investigação relacionada à compra de um veículo. Na época, afirmou que o automóvel estaria ligado a “outras pessoas que eu não conhecia”.

Até as 10h da manhã desta terça-feira, seus advogados não haviam se pronunciado sobre a prisão.

*Com informações de Carta Capital

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Investigação Polícial

Operação visa grupo que desviou veículos e movimentou R$ 50 milhões em um ano

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (26), em Sorriso, a Operação “Pátio Paralelo”, destinada a desarticular um grupo criminoso investigado por envolvimento em um esquema de desvio de veículos, fraudes em negociações comerciais, associação criminosa e lavagem de capitais.Segundo as investigações, o grupo movimentou aproximadamente R$ 50 milhões em apenas um ano.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Municipal de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato e Lavagem de Dinheiro, e teve início após a identificação de inconsistências financeiras e comerciais relacionadas a operações realizadas no âmbito de uma concessionária no município.

De acordo com a investigação, o grupo teria se aproveitado da estrutura e da credibilidade da concessionária, para captar clientes por cerca de um ano. Além da vítima principal, a concessionária, a apuração identificou, até o momento, entre 15 e 20 potenciais clientes vítimas, com prejuízo diretamente identificado superior a R$ 2 milhões, valor que poderá aumentar com o avanço das diligências e a identificação de novas vítimas.

Os suspeitos recebiam os veículos usados como parte do pagamento da compra de novos veículos pelos clientes, desviavam esses carros para outras garagens relacionadas ao grupo e não abatiam do valor da entrada, como acordado na negociação.

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O grupo também desviava valores pagos pelos clientes para contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos investigados.

Os investigados teriam utilizado contas bancárias próprias, de terceiros e de pessoas jurídicas para receber e movimentar os valores decorrentes das operações fraudulentas, além de empresas utilizadas, em tese, para conferir aparência de legalidade aos recursos.

Medidas judiciais

Para a deflagração da operação, foram expedidas mais de 20 ordens judiciais, sendo um mandado de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão, nove ordens de afastamento de sigilo bancário e cinco ordens de bloqueio de ativos financeiros, além das demais medidas cautelares patrimoniais determinadas judicialmente.

As ordens judiciais autorizam a apreensão de celulares, computadores, notebooks, tablets, HDs, pendrives, cartões de memória, documentos, contratos, comprovantes de transferências, registros financeiros, veículos e outros elementos relacionados aos fatos investigados.

A Justiça autorizou ainda o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático, permitindo a reconstrução do fluxo financeiro, a identificação da origem e destino dos recursos, bem como a obtenção de registros relacionados às comunicações e aos dispositivos utilizados pelos investigados.

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Como medidas de natureza patrimonial, foram determinados o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de bens e a indisponibilidade patrimonial até o limite de R$ 2 milhões, além do sequestro de veículos eventualmente localizados durante o cumprimento das buscas quando houver elementos indicando sua vinculação com as infrações investigadas.

A operação também cumpre mandado de prisão preventiva contra uma das investigadas, apontada na decisão judicial como pessoa que teria exercido papel central na operacionalização do esquema, especialmente na captação de clientes, condução das negociações, recebimento de veículos, direcionamento de pagamentos e movimentação dos recursos.

Pátio Paralelo

O nome da operação faz referência ao suposto desvio dos veículos entregues pelos clientes como parte do pagamento, que, em vez de seguirem o fluxo comercial regular da concessionária, seriam direcionados para um circuito paralelo, envolvendo terceiros e empresa relacionada aos investigados.

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