Investigação Polícial
Justiça mantém preso ‘herdeiro do CV’ por proteger comparsas no RJ

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) manteve a prisão de Joseph Ibrahim Khargy Junior, o Tega, apontando como “Herdeiro do CV”, em alusão à substituição do tesoureiro geral de Mato Grosso da facção Comando Vermelho, Paulo Witer, o WT, que foi preso em 2024.
Os magistrados da Primeira Câmara seguiram por unanimidade o voto do desembargador Marcos Machado, relator de um habeas corpus ingressado pelo réu contra a sua prisão, ocorrida em setembro de 2025 na Operação Tempo Extra. A sessão de julgamento é do último dia 16 de dezembro.
Nos autos, a defesa alegou que não teve acesso às mídias dos dados e informações extraídos de telefones celulares ou outros dispositivos apreendidos dos alvos da Operação Tempo Extra. O desembargador Marcos Machado esclareceu, porém, que além dos advogados de Joseph terem obtido os dados no dia 9 de dezembro de 2025, as investigações levantam indícios de um alto nível de periculosidade do réu.
Entre outros crimes, Tega é suspeito de oferecer proteção na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), a faccionados do CV que precisaram fugir de Mato Grosso.
“Há provas de que ‘Tega’ estruturou (‘ritmou’) áreas estratégicas de Cuiabá para a venda de drogas e arrecadação de valores ilícitos, além de fornecer abrigo e suporte logístico a foragidos oriundos de Mato Grosso, inclusive com transporte e proteção em território dominado pela facção, na Rocinha”, observou o desembargador.
A Operação Tempo Extra, da Polícia Judiciária Civil (PJC), é um desdobramento da Operação Apito Final, que teve como principal alvo WT, suspeito de ser uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso no papel de tesoureiro geral.
Entre os alvos da operação de hoje estão integrantes do grupo criminoso que teriam assumido a responsabilidade de “tocar” as ações de WT. Tega é apontado como um dos articuladores da continuidade das operações criminosas.
Em áudios obtidos pelas forças de segurança, o réu revela que “ritmou” (organizou) crimes da facção como o tráfico de drogas e de armas em regiões de Cuiabá. (Folhamax)
Investigação Polícial
Operação mira empresa que simulava exportações de grãos para sonegar R$ 4,4 milhões em MT

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, hoje (12), a Operação Joio para investigar um esquema de sonegação fiscal que causou prejuízo estimado de R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. As investigações indicam que uma empresa do setor de comércio de cereais simulava exportações para evitar o pagamento de impostos. Na prática, eram emitidas notas fiscais com informações falsas, indicando compradores no exterior inexistentes.
Apesar dos registros, as mercadorias não saíam do país. Com isso, o grupo se beneficiava indevidamente da isenção tributária nas exportações e deixava de recolher o ICMS ao Estado.
Ao todo, são cumpridas 11 ordens judiciais, sendo quatro mandados de busca e apreensão e sete quebras de sigilo telemático. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Tangará da Serra e são cumpridas no município, com apoio da Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz).
Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos fiscais, contábeis e empresariais. O objetivo é reunir provas sobre a atuação de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema.
O valor devido, já identificado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) e inscrito em dívida ativa pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), chega a R$ 4.470.635,67. Os envolvidos podem responder por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo o delegado da Defaz, José Ricardo Garcia Bruno, a operação reforça o trabalho conjunto das instituições no combate a fraudes. “A ação demonstra o compromisso em enfrentar crimes tributários e recuperar recursos que deixaram de chegar ao Estado”, afirmou.
O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére destacou que esse tipo de crime impacta diretamente a população. “A sonegação reduz a arrecadação e compromete investimentos em serviços públicos essenciais”, disse.
O Cira-MT é composto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Polícia Civil e Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). As instituições atuam de forma coordenada e permanente no combate à sonegação fiscal em Mato Grosso.
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