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Investigação Polícial

Homem é morto em Cuiabá após ser acusado nas redes sociais de crime sexual em Várzea Grande

Um homem identificado como Daferson da Silva Nunes, de 37 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (22), em uma estrada de chão na região do Distrito do Sucuri, em Cuiabá.

A vítima estava com mãos e pés amarrados e apresentava ferimentos de arma de fogo na cabeça. O corpo foi localizado por volta das 6h por moradores da região, que acionaram a polícia.

Segundo informações apuradas pela reportagem, Daferson era motorista de aplicativo e vinha sendo acusado em redes sociais e grupos de WhatsApp de ter cometido um crime em Várzea Grande — onde uma jovem de 21 anos denunciou um caso de estupro nas proximidades da Estrada da Guarita.

Fotos, áudios e vídeos circularam nas redes mostrando o rosto de Daferson e o acusando de ser o autor do crime, sem qualquer confirmação oficial. Em meio às publicações, também surgiram áudios de ameaças e mensagens com tom de vingança.

Poucas horas depois, o homem foi encontrado morto de forma brutal.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que a vítima apresentava múltiplas perfurações de arma de fogo na cabeça. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia.

De acordo com a Polícia Civil, Daferson tinha passagens anteriores por homicídio em 2016, o que pode ter intensificado os julgamentos precipitados nas redes. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso e não descarta que a execução tenha relação com os boatos e publicações falsas.

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Investigação Polícial

Operação mira empresa que simulava exportações de grãos para sonegar R$ 4,4 milhões em MT

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, hoje (12), a Operação Joio para investigar um esquema de sonegação fiscal que causou prejuízo estimado de R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. As investigações indicam que uma empresa do setor de comércio de cereais simulava exportações para evitar o pagamento de impostos. Na prática, eram emitidas notas fiscais com informações falsas, indicando compradores no exterior inexistentes.

Apesar dos registros, as mercadorias não saíam do país. Com isso, o grupo se beneficiava indevidamente da isenção tributária nas exportações e deixava de recolher o ICMS ao Estado.

Ao todo, são cumpridas 11 ordens judiciais, sendo quatro mandados de busca e apreensão e sete quebras de sigilo telemático. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Tangará da Serra e são cumpridas no município, com apoio da Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz).

Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos fiscais, contábeis e empresariais. O objetivo é reunir provas sobre a atuação de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema.

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O valor devido, já identificado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) e inscrito em dívida ativa pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), chega a R$ 4.470.635,67. Os envolvidos podem responder por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo o delegado da Defaz, José Ricardo Garcia Bruno, a operação reforça o trabalho conjunto das instituições no combate a fraudes. “A ação demonstra o compromisso em enfrentar crimes tributários e recuperar recursos que deixaram de chegar ao Estado”, afirmou.

O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére destacou que esse tipo de crime impacta diretamente a população. “A sonegação reduz a arrecadação e compromete investimentos em serviços públicos essenciais”, disse.

O Cira-MT é composto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Polícia Civil e Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). As instituições atuam de forma coordenada e permanente no combate à sonegação fiscal em Mato Grosso.

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