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Indústria

Senac é inaugurado em Nova Mutum; autoridades destacam poder transformador da educação

O Sistema Fecomércio-MT inaugurou na sexta-feira (23) o Senac Nova Mutum, a 13ª unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial no estado. Com estrutura moderna, foco em inovação tecnológica e cursos voltados às demandas locais, o novo Centro de Educação Profissional reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento social e econômico por meio do ensino profissionalizante.

Instalada por meio de um Termo de Cooperação Técnica com a Prefeitura Municipal, a unidade tem capacidade para atender até 300 alunos por dia e oferecerá formação nas áreas de estética, beleza, bem-estar, tecnologia da informação, gestão, comércio, entre outras. A estrutura ultrapassa 900 m² e conta com laboratórios especializados, salão de beleza, salas polivalentes e ambientes administrativos, todos pensados para proporcionar experiências práticas e multidisciplinares.

“É com imensa alegria e um profundo senso de realização que marcamos este momento histórico para o Sistema Comércio e para o Senac Mato Grosso. Nova Mutum não é apenas mais um município em nosso mapa; é símbolo de desenvolvimento e crescimento. O Senac chega para ser parceiro estratégico, oferecendo capacitações que dialogam com as necessidades atuais do setor produtivo e da população. Nosso maior objetivo é transformar vidas por meio da educação profissional de qualidade”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior.

Durante o evento, representantes políticos e empresariais também destacaram a importância da chegada do Senac à cidade. Um dos pioneiros de Nova Mutum e atual prefeito em exercício, Alcindo Uggeri, emocionou o público ao compartilhar sua trajetória e reconhecer o papel do conhecimento no progresso regional.

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“Cheguei em Nova Mutum há 50 anos, quando tudo ainda estava começando. Hoje, ver essa cidade se fortalecendo, diversificando sua economia e dando passos importantes para agregar valor à produção local, me emociona. Mas nada disso seria possível sem o conhecimento. O Senac chega no momento certo para impulsionar o futuro que queremos construir juntos, com tecnologia, capacitação e visão”, destacou Alcindo.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Lucas Badan, reforçou o papel da educação na geração de oportunidades e no fortalecimento do comércio local.

“Tem algo que ninguém tira de nós: o conhecimento. E é exatamente isso que o Senac vai proporcionar à nossa população: dignidade, independência e oportunidades reais de crescimento. Nova Mutum é uma cidade que cresce mais de 10% ao ano e recebe muitas pessoas em busca de trabalho. Qualificar essas pessoas é essencial para que elas permaneçam aqui e contribuam com nosso desenvolvimento”, declarou Badan.

Também representando o poder público municipal, o secretário de Planejamento Estratégico de Nova Mutum, Jimmy Huppes, ressaltou o empenho coletivo para viabilizar a instalação da unidade em tempo recorde, reconhecendo o papel dos envolvidos no processo.

“Foi um grande desafio, mas muito rápido. De setembro até agora, já estamos com a escola montada e operando. Isso, no setor público, é um marco. Todos os envolvidos deram o melhor de si. Desde a primeira reunião com o Senac e a Fecomércio, até o apoio imediato do prefeito, ninguém colocou obstáculos”, observou Jimmy.

Oferta Educacional

O diretor regional do Senac-MT, Edson Dahmer, pontuou o propósito maior da instituição: transformar vidas por meio da educação profissional.

“O nosso grande objetivo é a transformação de vidas. Quando pensamos no nosso papel, é levar qualificação profissional para que as pessoas possam trabalhar no comércio de bens, serviços e turismo. Isso gera dignidade, desenvolvimento e capacitação. Para isso, contamos com o apoio essencial da nossa presidência e do nosso Conselho Regional, que sempre validam e apoiam nossos projetos”, afirmou o dirigente.

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A nova unidade já iniciará suas atividades com 186 vagas gratuitas em cursos que atendem diretamente às necessidades do município e às tendências do mercado. A grade contempla formações nas áreas de beleza, bem-estar, tecnologia e gestão:

Aplicativos Básicos de Informática – 28 vagas
Assistente de Contabilidade – 30 vagas
Colorimetria – 16 vagas
Corte de Cabelo – 20 vagas
Corte e Visagismo – 20 vagas
Design de Sobrancelhas e Depilação Egípcia – 16 vagas
Hidratação, Corte e Escova – 20 vagas
Limpeza de Pele – 16 vagas
Massagem Modeladora e Turbinada – 20 vagas

As inscrições estarão abertas a partir de quarta-feira, 28 de maio, na própria unidade, localizada na avenida das Garças, n.º 1.141, bairro Jardim das Orquídeas, ou pelo telefone/WhatsApp: (65) 9 9611-3423.

O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Economia

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao anoIndústria, construção e centrais sindicais criticam decisão do Copom
Por: Redação/Agitos Mutum Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
28/01/2026 às 23h14
Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao anoDivulgação
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (28), teve repercussão negativa entre representantes da indústria, da construção civil e de entidades sindicais, que apontam impactos sobre o crescimento econômico, o crédito e o emprego.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o atual patamar dos juros impõe um custo elevado à economia e desconsidera a trajetória recente de desaceleração da inflação. Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, o Banco Central deveria ter iniciado o ciclo de flexibilização monetária.

“Ao manter a Selic em nível insustentável, o Copom prejudica a economia e aprofunda a desaceleração do crescimento. É indispensável iniciar a redução dos juros já na próxima reunião”, afirmou em nota.

Segundo a CNI, a inflação corrente e as expectativas inflacionárias caminham para o centro da meta. O IPCA fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto de 4,5%, enquanto projeções do Boletim Focus indicam inflação de 4% em 2026 e convergência gradual para 3% nos anos seguintes. Ainda assim, a taxa real de juros segue em torno de 10,5% ao ano, cerca de 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central.

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O setor da construção civil também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, os juros elevados restringem o crédito imobiliário, reduzem a demanda por novos empreendimentos e dificultam a viabilização de projetos. “Uma política monetária contracionista desacelera a atividade e afeta toda a cadeia produtiva, com reflexos prolongados sobre emprego e renda”, disse.

Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a decisão reflete cautela diante de incertezas fiscais e externas. O economista Ulisses Ruiz de Gamboa destacou que, apesar da desaceleração da atividade, inflação e expectativas ainda se mantêm acima da meta. Para ele, o comunicado do Copom será decisivo para entender se há sinalização de início do ciclo de cortes.

Centrais sindicais
Já as centrais sindicais reagiram de forma mais dura. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a manutenção da Selic mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais e penaliza a população. “Juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e resultam em menos empregos”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

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Segundo a entidade, cada ponto percentual da Selic acrescenta cerca de R$ 50 bilhões aos gastos públicos com juros da dívida.

A Força Sindical classificou a decisão como “irresponsabilidade social” e acusou o Banco Central de favorecer a especulação financeira em detrimento do setor produtivo. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, a política monetária atual restringe o crédito, eleva o endividamento das famílias e trava o desenvolvimento econômico.

Apesar das críticas, o Copom manteve a Selic pela quinta vez consecutiva em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. A decisão veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas de mercado, em um cenário de inflação ainda acima da meta, incertezas fiscais e riscos externos.

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