Economia
TJMT considera ilegal cobrar ICMS da carne com base em tabela de preços mínimos

A Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu que o governo estadual não pode utilizar tabelas de preços mínimos para produtos da pecuária, como carne bovina, para calcular o valor do ICMS cobrado das empresas.
A decisão foi relatada pelo desembargador Jones Gattass Dias e manteve sentença que já havia considerado ilegal a prática adotada pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz).
O processo foi movido pela empresa Carnes Boi Branco Ltda, que contestou autuações fiscais aplicadas após emitir notas fiscais com valores abaixo de uma lista de preços mínimos definida por portarias da Sefaz.
Tabela de preços para carne
A controvérsia surgiu porque o Estado utilizava uma pauta de valores mínimos para produtos da pecuária mato-grossense, incluindo carne bovina e derivados. Quando as vendas eram registradas por valores inferiores aos da tabela, a fiscalização recalculava o imposto com base nesses preços de referência.
Segundo o tribunal, essa prática equivale à utilização de pauta fiscal como base de cálculo do ICMS, o que é proibido pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
Valor real da operação
No voto, o relator destacou que a legislação estabelece que o ICMS deve ser calculado com base no valor real da operação comercial, ou seja, no preço efetivamente praticado na venda da mercadoria.
Ele também ressaltou que a substituição desse valor por preços mínimos fixados administrativamente viola o princípio da legalidade tributária.
Além disso, o magistrado observou que as notas fiscais da empresa foram emitidas regularmente e aceitas pelo sistema da própria Sefaz, sem indicação de fraude ou irregularidade que justificasse o arbitramento do valor da operação.
Benefício fiscal não justifica tabela
O Estado argumentou que a tabela era utilizada como condição para a concessão de um benefício fiscal relacionado ao ICMS. No entanto, o tribunal entendeu que esse argumento não afasta a ilegalidade da medida.
Para a corte, um benefício fiscal não pode servir de justificativa para impor uma base de cálculo fictícia, desvinculada da realidade das operações comerciais.
Sentença mantida
Com esse entendimento, o tribunal negou provimento ao recurso do Estado e manteve a decisão que anulou os lançamentos tributários baseados na tabela de preços mínimos.
A decisão reforça que, mesmo em setores específicos como o da carne, o ICMS deve ser calculado com base no valor real das vendas, e não em preços estimados definidos por atos administrativos.
Economia
Empresa confirma investimentos em ferrovia que irá passar por Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Cuiabá

O governador Mauro Mendes se reuniu com representantes da Rumo, na manhã desta segunda-feira (17), para discutir sobre a ferrovia que irá passar por Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. Na ocasião, a diretoria da empresa confirmou que irá expandir em Mato Grosso a ferrovia que compõe a Malha Norte.
A reunião também contou com a presença dos secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), além dos senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e do deputado federal Neri Geller.
“É um investimento logístico que vai trazer mais competitividade para o Estado, extremamente importante para melhorar as nossas cadeias produtivas, trazendo mais emprego e renda em todo o estado de Mato Grosso”, destacou o governador.
Ao todo, segundo informações da assessoria de imprensa, o projeto prevê a construção de três novos terminais para o transporte da produção agrícola e industrial, que cresce consideravelmente em Mato Grosso.
Um fator que destravou o andamento do projeto foi a renovação antecipada da Rumo Malha Paulista, por parte do Tribunal de Contas da União (TCU), no final do ano passado. O governador chegou a ir três vezes a Brasília solicitar a renovação.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que a expansão da ferrovia será um grande marco para a logística mato-grossense. “A diretoria da Rumo pediu o apoio para a concretização dessa ferrovia. E o Governo fará todo o possível para que isso ocorra, como o governador Mauro Mendes enfatizou na reunião”, afirmou
De acordo com o diretor-executivo da empresa, João Alberto Abreu, ainda há alguns trâmites burocráticos para que as obras possam sair do papel.
“Existem três frentes de trabalho e uma delas é a de engenharia. O projeto de engenharia está sendo desenvolvido há mais de um ano. Existe também a necessidade de seguir com todos os trâmites ambientais e licenças. Esse trabalho também foi iniciado há mais de um ano. E hoje dividimos com o governador Mauro Mendes e a bancada federal sobre as alternativas regulatórias, para encontrarmos a melhor forma de viabilizar isso do ponto de vista regulatório, junto ao Ministério da Infraestrutura”, explicou Abreu.
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