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Corregedoria apura ‘falha humana’ na soltura de detento suspeito de matar a própria irmã após deixar a prisão em MT

A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso investiga nesta quinta-feira (12) uma possível “falha humana” na soltura do detento Marcos Pereira Soares, de 23 anos, que voltou a ser preso na noite de quarta-feira (11) após suspeita de assassinar a própria irmã, menor de idade, em Cuiabá.

O caso ganhou repercussão devido à crueldade contra a adolescente e pelo histórico da ficha criminal dele, no qual a polícia o aponta como um “criminoso sexual em série”.

Segundo a Corregedoria, uma análise preliminar apontou possível falha humana ao soltar o suspeito no sábado (7) enquanto cumpria pena em regime fechado no presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Isso porque existia dois registros judiciais vinculados ao nome da mesma pessoa.

“Não há, até o momento, indícios de falha no funcionamento do sistema. A apuração busca esclarecer os fatos e verificar as circunstâncias do ocorrido”, diz trecho da nota.

Porém, a inconsistência no sistema foi apontada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais, que encaminhou um pedido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Por isso, o magistrado determinou um mandado de recaptura contra Marcos nessa quarta-feira (11), mesmo dia em que o corpo da irmã foi encontrado.

A Corregedoria acompanha o caso.

Abuso

O crime ocorreu no bairro Três Barras, na capital cuiabana. Stephany Pereira saiu de casa com o irmão na terça-feira (10) e o corpo dela foi encontrado amarrado dentro de um córrego na noite de quarta-feira (11). Esse local fica nos fundos da casa da família.

Segundo a polícia, ela foi torturada e pode ter sido vítima de abuso sexual. Marcos foi preso poucas horas após o crime.

O suspeito tem uma extensa ficha criminal. Ele chegou a ser condenado a 19 anos em regime fechado por ter matado o próprio vizinho com 27 facadas, em 2020.

Ele também é investigado pela morte da tia materna, que foi encontrada no mesmo córrego onde estava o corpo da irmã, além de ter passagens por violência doméstica.

A polícia apura que a motivação dele seja por ódio às mulheres.

Em outro caso, ele também é investigado por observar funcionárias de um salão de beleza durante a madrugada. Marcos chega a ficar de joelhos, olhando por baixo da porta, depois sai e, pouco depois, volta para olhar as mulheres.

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Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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