Diamantino
Justiça condena Energisa a pagar R$ 6 mil por negativação indevida de consumidora em Diamantino
Além da indenização, a Energisa foi obrigada a retirar as restrições do nome da consumidora

A Justiça de Diamantino (a 208 km de Cuiabá) condenou a concessionária Energisa Mato Grosso a pagar R$ 6 mil por danos morais à uma consumidora da cidade, após incluir indevidamente o nome dela nos cadastros de inadimplentes. A decisão foi proferida pelo Juizado Especial Cível e Criminal da comarca, que também declarou inexistente qualquer vínculo contratual entre as partes.
A autora da ação alegou nunca ter firmado contrato com a empresa e teve seu nome negativado por quatro débitos que somam pouco mais de R$ 199. As anotações restritivas ocorreram entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021. A Energisa, por sua vez, afirmou que os valores se referiam a serviços prestados, mas não apresentou qualquer contrato ou documento que comprovasse a relação jurídica com a cliente.
Diante da ausência de provas por parte da empresa, o juízo entendeu que a consumidora não poderia ser responsabilizada pelos débitos. A decisão destacou que a concessionária, na condição de fornecedora, responde objetivamente pelos danos causados ao consumidor, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.
A sentença considerou que a inclusão indevida do nome da moradora em órgãos de proteção ao crédito provocou abalo moral presumido. Segundo a magistrada responsável pela análise do caso, a fixação da indenização observou critérios de razoabilidade, levando em conta o valor das cobranças, a inexistência de outras restrições e a conduta da empresa.
Além da indenização, a Energisa foi obrigada a retirar as restrições do nome da consumidora no prazo de cinco dias úteis. O valor de R$ 6 mil será corrigido monetariamente e acrescido de juros de 1% ao mês a partir da citação da empresa no processo.
Diamantino
Politec identifica corpo de Paulo encontrado em reserva de eucaliptos em Diamantino

Um trabalho de alta complexidade técnica realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição no município de Diamantino. Através do cruzamento de impressões digitais, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.
O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, ocultado em uma região de reserva florestal de eucaliptos. Devido ao tempo de exposição aos elementos e ao estado do corpo, o reconhecimento visual era inviável, tornando a perícia papiloscópica a via principal para a identificação oficial.
A Ciência contra a Decomposição
Para viabilizar a coleta das digitais em um corpo enterrado há mais de 30 dias, a equipe da Politec aplicou técnicas especializadas de reidratação e recuperação de tecidos. Esse processo laboratorial é necessário para restaurar a textura da pele dos dedos, permitindo o decalque das papilas dérmicas mesmo em condições extremas.
O procedimento, realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Diamantino, levou cerca de 48 horas de dedicação técnica. O trabalho foi conduzido pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (unidade de Nova Mutum), com o suporte do papiloscopista Osmair de Gois (unidade de Lucas do Rio Verde).
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