Diamantino
Homem acusado de feminicídio em Diamantino será levado a júri popular em outubro
Ele é acusado de ter estuprado a companheira e desferido 12 facadas contra ela, antes de trancar os dois filhos da vítima, de 5 e 7 anos, na casa junto ao corpo em decomposição
José Edson Douglas Galdino Santos enfrentará júri popular pelo assassinato brutal da esposa, Lorrane Cristina Silva de Lima, ocorrido em março de 2024, em Diamantino.
Ele é acusado de ter estuprado a companheira e desferido 12 facadas contra ela, antes de trancar os dois filhos da vítima, de 5 e 7 anos, na casa junto ao corpo em decomposição.
O julgamento foi marcado para o dia 3 de outubro, às 9h. Além de feminicídio e estupro, José Edson também responde pelos crimes de abandono de incapaz e ocultação de cadáver.
Na decisão que encaminhou o caso para plenário, a juíza Janaína Cristina de Almeida ressaltou que o prazo para a defesa apresentar sua lista de testemunhas encerrou-se em 5 de agosto, sem que houvesse manifestação. Já o Ministério Público apresentou o rol completo de depoentes que deverão participar da sessão.
O crime só foi descoberto porque a diretora da escola das crianças, preocupada com a ausência delas, foi até a residência. Uma das crianças relatou que estavam trancadas, que a mãe dormia e que o “tio” havia saído para comprar remédios. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o corpo de Lorrane em um dos quartos, ao lado de uma faca, e os dois filhos em estado de choque.
O caso gerou forte repercussão em Mato Grosso pela brutalidade e pelo sofrimento imposto às crianças.
Diamantino
Politec identifica corpo de Paulo encontrado em reserva de eucaliptos em Diamantino

Um trabalho de alta complexidade técnica realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição no município de Diamantino. Através do cruzamento de impressões digitais, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.
O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, ocultado em uma região de reserva florestal de eucaliptos. Devido ao tempo de exposição aos elementos e ao estado do corpo, o reconhecimento visual era inviável, tornando a perícia papiloscópica a via principal para a identificação oficial.
A Ciência contra a Decomposição
Para viabilizar a coleta das digitais em um corpo enterrado há mais de 30 dias, a equipe da Politec aplicou técnicas especializadas de reidratação e recuperação de tecidos. Esse processo laboratorial é necessário para restaurar a textura da pele dos dedos, permitindo o decalque das papilas dérmicas mesmo em condições extremas.
O procedimento, realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Diamantino, levou cerca de 48 horas de dedicação técnica. O trabalho foi conduzido pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (unidade de Nova Mutum), com o suporte do papiloscopista Osmair de Gois (unidade de Lucas do Rio Verde).
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