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Cidades

Prefeito de Diamantino e presidente da Câmara vão a Brasília para evitar transferência da Justiça Federal

Tramita na Corregedoria Nacional de Justiça uma proposta para transferir a Vara Federal de Diamantino, assim a unidade deixaria de existir no município.

Na terça dia 26 junho, a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, Corregedora Regional da Justiça Federal da 1ª Região, assinou uma manifestação sugerindo que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) se antecipe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desloque as varas o mais rápido possível.
A pedido do desembargador federal Carlos Moreira Alves, presidente do TRF1, o processo será incluído em pauta nas sessões da Corte Especial Administrativa do TRF1.

Não é boa a notícia de que a vara da justiça federal, de Diamantino, possa ser desativada. Diante da notícia, uma comissão formada pelo prefeito de Diamantino, Eduardo Capistrano, juntamente com o presidente da Câmara Municipal, Jozenil Costa Lube e o presidente da Ordem dos Advogados (OAB/MT), subseção de Diamantino, Pérsio Landin, participaram na manhã de quarta-feira, 11 de julho, em Brasília –DF, de audiências com o presidente do TRF-1 Carlos Eduardo Moreira Alves e com a Corregedora Maria do Carmo Cardoso. O objetivo principal das reuniões no Distrito Federal, foi a manutenção deste importante setor da justiça na região.

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Para o prefeito de Diamantino a pretensão de transferir as varas da Justiça Federal de Diamantino prejudica o desenvolvimento regional. “A jurisdição de Diamantino abrange vários municípios, dentre eles: Alto Paraguai, Arenápolis, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Denise, Diamantino, Nobres, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Mutum, Nova Olímpia, Rosário Oeste, Santo Afonso, São José do Rio Claro e outros. É uma questão de honra para nós que somos lideranças políticas do município, lutar e buscar meios para que seja reavaliada essa possível transferência. Ao nosso ver é fundamental que a subseção da Justiça Federal permaneça em Diamantino, para o benefício de todos”, disse Eduardo Capistrano.

A justificativa para o fechamento da Vara Federal em Diamantino é a pouca demanda processual e a economia nas despesas decorrentes da manutenção da sede alugada e adaptada. De acordo como a corregedoria, a unidade de Diamantino está com distribuição processual abaixo da média da região no último triênio, 2015-2017. Sendo que grande parte dos processos correspondem a feitos previdenciários, execuções fiscais e ações criminais.

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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