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PM prende seis por porte ilegal de arma em Diamantino e outras cidades

Seis pessoas foram presas no fim de semana por porte ilegal de arma de fogo em Cuiabá, Diamantino, Rondonópolis, Nova Nazaré e Juara. No saldo das apreensões constam revólveres, pistolas, espingardas, munições, carregador e coldre.

Em Diamantino, no bairro Buriti, policiais do 9ª Companhia da PM, durante operação e, em abordagem ao veículo VW Voyage, dirigido por J.S.M., (31), encontrou um revólver calibre 38, com seis munições intactas e oito deflagradas.

Em Rondonópolis, no bairro Jardim Participação, policiais militares do 5º BPM prenderam o motorista E.A.R., (41), que conduzia uma camionete Dodge Ram envolvido em uma ocorrência de atropelamento de um motociclista. Em vistoria, foi encontrado um revólver calibre 38 sem registro, com seis munições e um coldre, no veículo. A ocorrência contou com agentes da Polícia Judiciária Civil, que investigavam as circunstâncias do atropelamento. O motorista foi encaminhado à delegacia para providências legais.

Em Juara, foram duas ocorrências de porte ilegal de arma atendidos por policiais militares do 20º e 21º BPM. Na primeira, na tarde de sexta-feira (1º.02), durante abordagem pessoal aos condutores de uma camionete Ford F-250 foi encontrada, na cintura de menor, L.C.S., uma pistola 638, com nove munições intactas. O pai do menor, J.C.S., disse que comprou a arma em Alta Floresta. Em consulta, foi identificado que a pistola pertencia a um sargento da PM que foi vítima de um latrocínio e durante o crime levaram sua arma.

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A segunda ocorrência, em Juara, contou com os policiais do 21º BPM para atendimento a uma chamada de briga de casal, em que a jovem de 20 anos, C.M.S, estava sendo ameaçada pelo seu companheiro. Ela disse aos policiais que, frequentemente, o marido a ameaçava e que ele possuía uma arma em casa. Em revista na residência, foi encontrada uma espingarda calibre 22, com dois canos serrado, guardada dentro de uma sapateira. F.G.S., (34), foi levado para a delegacia.

Em Cuiabá, no bairro Jardim Imperial II, os policiais da 33° BPM, em abordagem encontraram a A.F.S., uma pistola .40, um carregador e 11 munições intactas. Em seu depoimento, o homem disse que a arma pertence à sua esposa que é policial civil. Ele foi encaminhado à Central de Flagrante para as devidas providências.

Em Nova Nazaré, durante abordagem, policiais militares encontraram dentro do veículo Gol, dirigido por S.P.S, uma espingarda calibre 28, com numeração e registro danificados, um cartucho intacto, uma cápsula deflagrada, mais três cartuchos soltos. Ele confessou ser dono da arma há dois anos e não possuir nenhum registro ou porte. Na ocorrência, A.F.S estava de passageiro e também foi encaminhado à delegacia.

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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