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MT deve abrigar o primeiro Santuário de elefantes da América do Sul

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A ONG Internacional Global Sanctuary for Elephants (Santuário Global dos Elefantes) deve instalar em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, o primeiro santuário para elefantes da América do Sul. A instituição comprou uma área de 1.100 hectares em uma fazenda a 40 km do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães para abrigar animais resgatados de circos e em outras condições de maus tratos.

A previsão é que três animais cheguem no prazo de seis meses na área. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), para a implantação do projeto, a ONG deve realizar primeiro um projeto de estudo de impacto ambiental. Ainda segundo o órgão, o projeto já foi protocolado, mas a possibilidade de instalação do Santuário ainda deve ser estudada.

A fêmea ‘Ramba’, primeiro animal resgatado pela ONG, está entre os primeiros animais que devem ser levados ao santuário. A elefanta asiática foi resgatada de um circo no Chile e vive provisoriamente em um zoológico na região. Pelo menos oito animais devem se juntar à Ramba com o andamento do projeto.

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De acordo com a instituição, outros 50 animais já foram mapeados e devem ser resgatados de situações de risco. Segundo a ONG, os elefantes resgatados foram usados por muito tempo para o entretenimento de seres humanos e privados de liberdade. A proposta do projeto é criar um espaço natural onde os elefantes possam viver com outros animais da mesma espécie. “Alguns têm problemas de sociabilidade, problemas físicos e precisam se recuperar”, contou a representante da ONG no Brasil, Junia Machado.

O local escolhido pela ONG é uma antiga fazenda de criação de gado que tem áreas preservadas e com floresta intacta. A primeira parte do projeto prevê a construção de cercas no local para receber os animais. Para isso, a instituição conta com o apoio de doadores. “Precisamos de soldadoras para implantar as cercas, um trator pequeno e outros materiais para cercar o local”, disse.

A entidade espera arrecadar R$ 1,4 milhão para a primeira parte do pagamento da terra, construir o primeiro centro de tratamento, além de dois currais, cercar a área e levar os animais que já foram resgatados. A princípio, o Santuário não será aberto à visitação. “Ainda estamos na primeira etapa e só depois pensaremos na criação de um centro de visitantes e na instalação de uma ou duas torres de visitação. A ideia é garantir a preservação dos animais”, disse Machado. As doações podem ser feitas pelo site da instituição.

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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