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MP manda prefeitura construir novo reservatório após crise hídrica em Tangará

mt2_chuvatga2_20-10Em ação civil pública contra a prefeitura e a companhia de abastecimento de água de Tangará da Serra, a 142 km de Cuiabá, o Ministério Público Estadual recomendou que um novo reservatório de água seja construído para normalizar o abastecimento nas residências. O município passa por uma crise na distribuição de água há quase um mês.

Assinada pela promotora Claire Vogel Dutra, da 1ª Promotoria de Justiça Cível daquele município, a ação civil pública determina que sejam apresentados, por parte da prefeitura, documentos e licenças ambientais necessários para a construção do novo reservatório. Como pena, caso a determinação não seja cumprida, a ação prevê multa de R$ 100 mil.

Segundo o MP, foram anexados ao processo documentos de um inquérito civil que apura a responsabilidade dos gestores públicos pelo desabastecimento, visto que, para o órgão, a estiagem não é argumento plausível para a crise hídrica.

“A situação de estiagem tem se sentido presente em vários municípios no país, nos quais, porém, não existe desabastecimento de água tão severo como em Tangará da Serra. Isso demonstra a irresponsabilidade dos gestores da coisa pública que há anos vêm relegando a segundo plano os investimentos em soluções mais duradouras para o fornecimento da água para a população”, diz trecho da ação.

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Além da construção do novo reservatório, o MP pede que a prefeitura tome providências imediatas visando a regularização no abastecimento, seja na entrega de água pela rede de abastecimento ou por caminhões pipa. Em caso de residências ou pontos comerciais ficarem sem abastecimento por 48 horas, a prefeitura e a empresa de abastecimento também devem pagar multa de R$ 100 mil.

O município decretou situação de emergência por causa da crise hídrica. Em agosto, o município já tinha baixado decreto determinando medidas preventivas para evitar o desperdício de água tratada em período de estiagem. O nível do rio Queima-pé, que abastece a cidade, está muito baixo.

Pela cidade, moradores carregam as caixas d’água em caminhões e carros. Em um dos poços artesianos em que os moradores pegam água, a fila é enorme. A falta d’água já afetou as aulas e o coméricio do munícipio.

G1 MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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