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Moradores de município de Alto Paraguai recebem água da Prefeitura

Os moradores de Alto Paraguai, a 219 km de Cuiabá estão sem água deste de domingo (17), quando o abastecimento foi suspenso, em razão da contaminação do rio. Para tentar solucionar a situação e amenizar a necessidade da população, a prefeitura começou a distribuir água com caminhão-pipa, nesta quinta-feira (21).

Antes da iniciativa da prefeitura, os moradores contavam apenas com uma mangueira que fica em um ponto da cidade. A água vem de uma mina que fica a cerca de 3 km da cidade.

Entretanto, quem não dispõe de transporte para ir até o local mangueira, utilizou outras alternativas.

A moradora Lucineide Oliveira dos Santos, que é doméstica, não teve como buscar água na mangueira, então ela usou água da chuva para fazer os serviços domésticos, inclusive cozinhar.

A iniciativa da prefeitura visa abastecer, especialmente os morados que não têm condições de buscar, nem de comprar água.

Em uma das distribuidoras da cidade, a venda de garrafão de água dobrou. De acordo com o proprietário, em dias normais, a média de venda é mil garrafões por semana. No entanto, de domingo até quarta-feira (20), já haviam sido vendidos mais de 800 garrafões.

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A suspensão do abastecimento de água ocorreu depois que peixes foram encontrados mortos no Rio Paraguai. A suspeita é de tenham sido vítimas de contaminação por agrotóxicos.

As aulas também foram canceladas. A prefeitura estuda a possibilidade de decretar estado de calamidade pública.

O rio possui mais de 2.600 km de extensão e é um dos principais cursos d’água do país.

G1

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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