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Cidades

Hora H Malhas de Diamantino se une com costureiras e doa mais de 1.300 máscaras

A Hora H Malhas e confecções, juntamente com costureiras voluntárias da região confeccionaram mais de 1.300 máscaras que foram doadas a pessoas que se enquadram no grupo de risco. Adriana Prass, empresária conhecida regionalmente fez questão de agradecer em seu perfil da rede social, todas as confecções envolvidas em mais este gesto social.

No post a Hora H malhas, e escreveu, “Deus abençoe cada costureira por sua doação” e abaixo publicou os nomes dos ateliês, confira:

Cadeia pública de Nortelândia

Máscaras de tecido estão sendo confeccionadas por reeducandas da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, e da Cadeia Pública de Nortelândia (250 km a Médio Norte da capital). Além da produção própria, será possível fornecer também a outras unidades penais, desde que consigam adquirir o material necessário. O objetivo é viabilizar a proteção ao maior número possível de reeducandos e servidores, evitando a contaminação do coronavírus (Covid-19).

Com o objetivo de ampliar a iniciativa, Maria Giselma ministrou uma oficina a oito reeducandas da Cadeia Pública de Nortelândia, no último final de semana (28.03 e 29.03), que já estão trabalhando na confecção de máscaras. Alguns materiais necessários, como linha, agulha, óleo para a máquina, por exemplo, foram doados pelo Conselho da Comunidade local. Já os recortes de tecido foram cedidos pela Malharia Hora H, localizada em Diamantino.

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Segundo a diretora da Cadeia, Adriana Silva Duarte Quinteiro, a quantidade de material disponível será suficiente para fazer 240 máscaras de tecido, que possuem ainda um filtro de TNT aplicado. Desta forma, será possível atender não só a população carcerária da unidade, que é de 62 mulheres, mas também servidores e outras unidades penais de Mato Grosso. “A pedido do nosso secretário adjunto, Emanoel Flores, faremos o possível para contribuir com a proteção das pessoas privadas de liberdade, bem como dos servidores que trabalham com esta população”.

Ela frisa a importância da parceria, viabilizada pelo compartilhamento do conhecimento e solidariedade entre os integrantes do Sistema Penitenciário. “Trabalhando em sintonia, conseguimos ainda proporcionar trabalho às reeducandas, elas têm se dedicado neste período de quarentena, que é delicado para todos nós, mas principalmente para elas, por conta da suspensão temporária de visitas e de trabalho extramuros”, explica.

As atividades internas nas unidades penais, como limpeza, manutenção, corte e costura, entre outras, continuam sendo desenvolvidas, com a devida observância ao distanciamento necessário entre as reeducandas, além das normas de higienização. Para cada três dias trabalhados, cada recuperanda cumpre um dia a menos de pena.

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Em média, elas confeccionam 200 máscaras por dia. “Uma servidora nossa comentou que havia feito máscaras de tecido em casa para a família, então pensei que poderíamos fazer isso aqui, pois temos ateliê de corte e costura com os equipamentos necessários”, conta.

Desde semana passada, elas já produziram mais de 500 peças que, além do uso interno, contemplou servidores, outras unidades penais e familiares. Foram entregues 160 máscaras para distribuição às unidades penais do interior do estado; 50 para a Cadeia Pública do Capão Grande (Várzea Grande); além do Serviço de Operações Especiais (SOE) do Sistema Penitenciário. A Penitenciária Central do Estado (PCE) também teve interesse, forneceu o tecido e as reeducandas produzem em média 100 máscaras por dia para a unidade.

A intenção é doar às pessoas socialmente vulneráveis. “Fico muito feliz em poder ajudar e ver como as recuperandas também se sentem bem sabendo da importância do trabalho delas neste momento, além de diminuir a ociosidade e obterem remição de pena”, salienta a diretora. Atualmente, a Penitenciária possui 196 mulheres privadas de liberdade.

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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