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Estoque de vacina para raiva humana está baixo em Mato Grosso

vacaO estoque de vacina contra a raiva humana está baixo em Mato Grosso. A doença é transmitida pelo contato com a saliva de animais doentes e pode ser fatal.

Neste ano, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 31 casos de raiva animal no estado, em bovinos, bubalinos e herbírovos. Entre os 30 municípios com notificações da doença em animais estão Colíder, São Félix do Araguaia, Juruena e Castanheira.

Em nota, o governo federal explicou que a distribuição de soro e vacina contra a raiva foi prejudicada porque os fabricantes passam por readequações nas linhas de produção exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mas não apresentou prazo para que o problema seja resolvido.

Dependendo do caso, o paciente precisa tomar várias doses tanto do soro quanto da vacina. Mas corre o risco de não conseguir as doses em Mato Grosso. “Houve uma diminuição muito grande [da vacina contra a raiva humana]. Caiu cerca de 50% ou mais” disse Thiago Nunes, gerente estadual de imunização em Mato Grosso.

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A médica infectologista Taynna Ferraz de Barros classifica a situação como preocupante porque, uma vez transmitida para humanos, a doença pode levar à morte. “É uma situação alarmante. Sabemos que existem animais com raiva. Portanto, a transmissão pode ser real”. Então a gente precisa, o mais rápido possível regularizar a situação”, disse.

G1 MT

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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