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Diamantino integra relação da atualização das divisas de municípios

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A Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) concluiu os trabalhos referentes à atualização das divisas de sete municípios do Vale do Rio Cuiabá: Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Acorizal e Jangada. As novas coordenadas geográficas foram apresentadas nesta semana, na Assembleia Legislativa, pela engenheira cartógrafa da Seplan e coordenadora do projeto, Lígia Camargo.

Os municípios em questão compõem o primeiro bloco visitado pelos técnicos da Seplan. A discussão para a definição das áreas envolveu ainda outros 10 municípios limítrofes: Poconé, Cáceres, Porto Estrela, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Jaciara, Juscimeira, Rondonópolis e Itiquira.

Conforme critério metodológico adotado para os trabalhos no Estado, as alterações propostas não passam de 5% do território do município que cede área, por inconsistência territorial. Segundo Lígia Camargo, a atualização das divisas garante segurança e legitimidade aos cidadãos no momento de procurar e cobrar por serviços públicos.

“O conjunto de leis que, ao longo dos anos, foi responsável pela criação de municípios no estado de Mato Grosso se encontra com sua interpretação espacial sujeito a dubiedades, gerando um ambiente de disputas territoriais, incertezas e riscos para os gestores municipais, além de outros prejuízos”, explicou.

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Durante o período de levantamento de informações foram detectadas inconsistências territoriais decorrentes da legislação e administrativas. As novas coordenadas geográficas foram definidas após elaboração de diagnóstico preliminar das inconsistências e realização de visitas in loco, oficinas de trabalho com a participação de representantes dos municípios e instituições públicas, campanhas de campo e audiências públicas.

O resultado referente ao primeiro bloco de municípios já havia sido apresentado em audiência pública na Assembleia Legislativa, em Cuiabá, da qual participaram prefeitos, vereadores e gestores dos municípios envolvidos. Na oportunidade, foram apresentadas sugestões, e, após análise dos técnicos que participam dos trabalhos, algumas foram incorporadas à proposta inicial.

Segundo bloco

O trabalho de atualização das divisas intermunicipais é realizado em blocos e contemplará os 141 municípios mato-grossenses, com o objetivo de resolver os conflitos e as dificuldades na execução de políticas públicas, causados pela indefinição de limites territoriais.

Neste momento, a Seplan realiza análise técnica referente ao segundo bloco de municípios, no qual estão incluídos: Poconé, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Nobres, Nova Brasilândia e Planalto da Serra.

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Os estudos envolvem ainda outros 13 municípios limítrofes: Cáceres, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Santo Antônio do Leste, Poxoréu, Primavera do Leste, Campo Verde, Santa Rita do Trivelato, Nova mutum, Diamantino, Alto Paraguai, Porto Estrela e Barra do Bugres.

Para execução deste projeto, a Secretaria de Planejamento firmou parceria com a Assembleia Legislativa e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Seplan-MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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