Cidades
Diamantino é uma das cidades convidadas pelo TCE para concluir a Gestão Eficaz de 2018
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Gonçalo Domingos de Campo Neto, fará a abertura da sexta e última edição do Ciclo de Capacitação Gestão Eficaz de 2018. Realizado pelo TCE-MT, o programa tem por objetivo reunir prefeitos, vereadores, gestores e servidores públicos de determinada região do Estado para discutir temas inovadores da administração pública, tais como as Parcerias Público Privadas (PPPs), as relações do Poder Público com as organizações do Terceiro Setor e a gestão financeira municipal. O Gestão Eficaz acontece nos dias 8 e 9 de novembro, no auditório da Escola Superior de Contas do TCE-MT, em Cuiabá.
Além do presidente do TCE-MT, na manhã do dia 8 haverá palestras do presidente da Associação Mato-Grossense de Municípios (AMM), Neurilan Fraga; do conselheiro interino Luiz Carlos Pereira; do chefe da Consultoria Técnica, Gabriel Liberato; e da secretária de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania do TCE-MT, Cassyra Vuolo, que falará sobre Transparência e Controle Social.
A gestão financeira municipal tem sido um tema pertinente e de muito debate entre os participantes. “Estão contempladas as atividades de controle da programação financeira, das disponibilidades de caixa, dos ingressos e dos desembolsos de recursos, das consignações, da ordem cronológica dos pagamentos e das conciliações bancárias. É preciso que as prefeituras estejam organizadas, atuando de forma planejada e garantindo assim o equilíbrio das finanças públicas municipais”, explica o secretário-chefe da Consultoria Técnica do TCE, Gabriel Liberato Lopes, que é bacharel em Ciências Econômicas e especialista em Direito e Controle Externo da Administração Pública.
As relações do Poder Público com as Organizações do Terceiro Setor são o tema da palestra a ser ministrada pelo auditor público externo do TCE, Guilherme Almeida. Serão discutidos com os gestores os instrumentos possíveis de formação de parcerias entre as entidades com o poder público e as novas regras do Marco Regulatório (Lei nº 1.3010/2014), que entraram em vigor a partir de janeiro do ano passado.
O tema é bem polêmico, envolve as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e as Organizações Sociais (OSs) muito utilizadas na gestão pública de saúde. “Ocorrem falhas nesse processo por isso é necessário entender bem quais as características da prestação de atividades de interesse público. Essas organizações sociais possuem mais flexibilidade e são especializadas, por isso são de interesse da gestão pública, mas é preciso atenção para que não sejam cometidas irregularidades e os serviços sejam prestados com qualidade”, orientou o auditor.
As Parcerias Público Privada (PPPs) e as concessões públicas são uma novidade na administração pública e por isso devem ser bem analisadas. No Ciclo de Capacitação Gestão Eficaz o tema será debatido pelo auditor público externo, Jefferson Figueira Bernardino. As PPPs envolvem contratos de prestação de obras ou serviços não inferiores a R$ 10 milhões, com duração mínima de 5 anos e no máximo de 35, firmados entre empresa privada e o governo federal, estadual ou municipal. Difere ainda da Lei de Concessão comum pela forma de remuneração do parceiro privado. Na concessão comum, o pagamento é realizado com base nas tarifas cobradas dos usuários dos serviços concedidos. Já nas PPPs, o agente privado é remunerado exclusivamente pelo governo ou por meio de uma combinação de tarifas cobradas dos usuários dos serviços mais recursos públicos.
O Gestão Eficaz é um programa de capacitação criado pelo TCE em 2010 e já promoveu treinamentos para cerca de 20 mil servidores públicos de Mato Grosso. Este ano foram realizadas cinco edições, respectivamente em Rondonópolis, Cáceres, Sinop, Barra do Garças e Juína. A capacitação é operacionalizada pela Escola Superior de Contas e coordenada pela Consultoria Técnica do TCE.
Foram convidados a participar do Gestão Eficaz de Cuiabá os municípios de Acorizal, Alto Paraguai, Arenápolis, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Chapada dos Guimarães, Denise, Diamantino, Jangada, Nobres, Nortelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Olímpia, Paranatinga, Planalto da Serra, Poconé, Porto Estrela, Rosário Oeste, Santo Afonso, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande.
Assessoria
Cidades
Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.
Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.
De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.
A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.
Penalidades
Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.
O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Incentivo a atividades educativas
Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.
Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.
Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.
Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.
O que é “aura farming”?
O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.
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