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Cidades

Congresso em Cuiabá debate temas atuais da educação

Com a presença de mais de 300 profissionais da educação das cidades de Cuiabá, Cáceres, Araçatuba, Três Lagoas, Corumbá e Campo Grande, a Rede Salesiana de Ensino realizou neste domingo (24), no anfiteatro do Colégio São Gonçalo, o Congresso Inspetorial de Salesianidade.

O evento é promovido a cada dois anos e teve como objetivo alinhar estratégias de integração entre professores, assistentes e coordenadores salesianos de três estados, pautando conceitos importantes para a formação estudantil. Cuiabá foi a cidade escolhida para sediar o congresso por conta do seu aniversário de 300 anos, que será no próximo dia 8. Temas relevantes como fake-news, violência no ambiente escolar e resgate de valores fundamentais foram assuntos debatidos.

A abertura foi pela manhã, com acolhida dos colaboradores, seguida da palestra “Diferencial da Educação e do Educador Salesiano”, ministrada pelo padre Aldir da Silva, vice-diretor do Salesiano Dom Bosco, de Campo Grande.

De acordo com o pe. Aldir, “a juventude está sendo atordoada com tantas informações, parte delas fake-news e assim eles acabam tendo uma identidade muito frágil. Por isso estamos tendo no país, um índice muito alto de suicídio e registro de tragédia como em Suzano, por exemplo”. Assim, trabalhar o sistema preventivo no ensino torna-se cada vez mais importante, destaca.

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O vice-diretor explica ainda que a identidade do jovem está fluída e para que seja fortalecida, ela precisa estar baseada em critérios e valores, e o sistema preventivo, alicerçado por Dom Bosco, atende essa demanda educacional.

Segundo o coordenador da pastoral de Araçatuba, José Valentim, a troca de experiências é essencial para integrar toda a equipe. “É uma satisfação muito grande fazer parte da família Salesiana e poder participar deste encontro e partilhar ideias”. Valentim destaca ainda que o encontro reafirma vários valores da educação Salesiana, entre eles, a atenção e o carisma na forma de educar.

“O congresso é de suma importância, pois é imprescindível relembrar e cativar o nosso papel como educador social e isso nos faz refletir de como melhorar como cidadão e colaborador salesiano”, avalia Gabriela Ogaia, voluntária dos salesianos de Corumbá-MS.

O evento seguiu com uma missa, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, presidida pelo padre Wagner Galvão, delegado inspetorial para a Pastoral Juvenil e Vocacional, e ex-diretor do Colégio Salesiano São Gonçalo. O encerramento foi na sede do Colégio Colégio Salesiano Santo Antônio, com almoço para os participantes.

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O padre Paulo Vendrame, diretor do Colégio Salesiano São Gonçalo, acompanhou todo o Congresso e agradeceu a participação de todos os educadores. “Somos aqueles que, próximos das crianças, adolescentes e jovens, educamos com amor, construindo sonhos. E não há nada mais nobre, que a missão do educador salesiano”, disse ele, parafraseando Dom Bosco.

Os professores e colaboradores participam também do V Congresso Nacional de Educação da Anec, que tem início nesta segunda-feira (25) e segue até a próxima quarta-feira (27), em Cuiabá no Centro de Eventos do Pantanal.

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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