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Cinco municípios de MT podem ter novas eleições a prefeito em 2017

urnaCinco eleitos para comandar municípios mato-grossenses tiveram os registros de candidaturas negados pela Justiça Eleitoral e em um deles já foi definida uma nova eleição em 2017. Além de Conquista D’Oeste, que terá nova eleição no ano que vem, os eleitores de Primavera do Leste, Torixoréu, Alto Taquari e Mirassol D’Oestepodem ter que voltar às urnas para escolher o novo prefeito.

Desse modo, novas eleições devem ser realizadas no dia 12 de março, conforme previsão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Em Conquista D’Oeste já foi definida uma nova eleição no ano que vem.

Os eleitos no pleito deste ano recorrem das decisões da Justiça Eleitoral, mas só poderão assumir o cargo depois que as pendências forem resolvidas.

Em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, por exemplo, o candidato eleito Getúlio Viana (PSB) recebeu 57% dos votos válidos. Ele obteve 19.057 votos, teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral e recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Já em Torixoréu, a 577 km de Cuiabá, a candidata Inês Coelho (PP) e a candidata a vice-prefeita da chapa do outro candidato a prefeito, Mariana Coelho, tiveram as candidaturas impugnadas. As duas recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

O processo ainda está pendente e novas eleições podem ser realizadas. “Houve indeferimento do registro pelo magistrado do primeiro grau e, com o deferimento pelo TRE-MT, participou do processo eleitoral subjudice com o indeferimento do seu registro. Porém, houve recurso para o TSE e enquanto não houver definição de indeferimento definitivo a situação de inconsistência municipal perdura”, afirmou o juiz eleitoral Lídio Modesto Silva Filho.

Enquanto não houver definição, segundo o magistrado, o presidente da Câmara de Vereadores assumirá o cargo até a realização de nova eleição.

G1 MT

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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