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Chuva eleva preço de frutas e verduras no Estado,tomate tem alta de 153%


O tomate tem sido o grande vilão do orçamento familiar, a fruta que antes era encontrada por até R$ 2,49 o quilo está custando R$ 6,30 em alguns lugares, um reajuste de 153% para a mesa da família mato-grossense. O motivo do incremento no preço do alimento é a constante chuva que cai em Mato Grosso, a mudança climática está garantindo prejuízo para produtores rurais e também para os consumidores. Isso porque não só o tomate mas outras frutas, verduras e legumes chegam a dobrar o preço durante o período chuvoso no Estado.Coordenador regional da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) na Baixada Cuiabana, Vico Capistrano de Alencastro, diz que o problema com valor alto está acontecendo principalmente com o tomate, mas outros produtos também tiveram alta no último mês. “A cenoura também teve o preço reajustado, entre as folhas a rúcula e o alface, mas neste caso nada que afetasse muito o bolso do cliente. Além do preço mais alto, o que acaba deixando o movimento fraco para os feirantes é a aparência do produto”.

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Alencastro explica que a Baixada Cuiabana tem alguns produtores mas a produção daqui é baixa. “Por isso temos que trazer produtos de fora. Compramos muito de São Paulo e lá está acontecendo o inverso daqui. Devido a seca a produção é feita por irrigação o que encarece ainda mias o produto e diminui a área plantada. Já aqui no Estado o que produzimos acaba ficando danificado porque é muita água e a irrigação deve ser controlada”. O coordenador ainda ressalta que o Estado está passando por um ano atípico, já que em 2013 neste período a chuva já tinha diminuído.

Para os comerciantes o momento já era esperado, mas o que anima é que o movimento não teve redução mesmo com o reajuste. A feirante Maria Veudes garante que o período chuvoso não espanta os clientes, mas alguns reclamam do preço alto. “Além de falarem do valor os consumidores ainda querem o produto com qualidade e bonito. A maioria entende o momento até porque boa parte da clientela é composta por supermercados então já sabem que todo ano tem o período de chuva”.Philipe Xavier diz que está pagando mais caro assim como seus clientes. “O tomate realmente teve um aumento grande, antes estava pagando R$ 50,00 na caixa de 20 quilos e agora custa R$ 90,00. Estou vendendo por R$ 6,50 mas antes estava R$ 3,50”. Xavier comenta que a batata também teve aumento, a saca com 50 quilos que antes custava R$ 80,00 está custando R$ 140. Para os consumidores a saída tem sido comprar no supermercado, é o caso de Celina Toledo que sempre que pode vai às compras. “Prefiro comprar no mercado, lá os produtos são mais selecionados”.

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GD

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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