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Aprosoja MT lança Programa Soja Livre na safra

soja.jpegO lançamento do Programa Soja Livre para a safra 2016/2017 será realizado hoje, 24 de novembro, às 19h, no Hotel Transamérica, em Cuiabá (MT), em uma realização da Embrapa e Aprosoja MT. O destaque será a palestra do diretor da trading chinesa Hopeful, Lin Tan, que irá abordar o panorama Internacional da soja convencional.

No Brasil, desde 2009, o Programa Soja Livre desenvolve ações de promoção de cultivares convencionais de soja, promissoras para cada região produtiva. De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Rodrigo Brogin, que também é um dos membros do grupo gestor do Programa Soja Livre, todos os anos são promovidos eventos para apresentar as novas opções de cultivo com alto potencial produtivo, resistência aos nematoides de cisto e de galha, dentre outras características importantes que contribuem para o aumento da renda do produtor. “Estas características chamam a atenção dos produtores de soja convencional e também daqueles que precisam solucionar seus problemas a campo e aumentar sua margem de lucro”, destaca Brogin.

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A organização do Programa Soja Livre espera que a produção de resultados técnicos com cultivares de soja convencional contribua para a maior segurança do agricultor na escolha da cultivar. “Além disso, chamamos a atenção para que o produtor analise o “negócio” soja convencional, pois pode ser muito rentável dependendo das oportunidades de negociação”, destaca Brogin.

Além de ser a maior commodity agrícola nacional, a soja, especialmente produzida a partir de cultivares convencionais, passou a ser um nicho de mercado importante para o segmento exportador, especialmente para países europeus e asiáticos.

O Programa Soja Livre é uma realização da Embrapa e da Aprosoja MT e, para a safra 2016/17, conta com importantes parceiros para a execução de diferentes atividades e participações em diversos eventos no Mato Grosso: Caramuru Alimentos, Imcopa, AMaggi, Aprosmat, Agro Norte, Coodeagri, BS&A, Sementes Arco Iris, Sementes Faita e Sementes Ypameri.

Embrapa

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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