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Cidades

Produtores lançam Movimento Mato Grosso Forte e fortalecem cobrança por gestão eficaz

Os produtores de soja e milho de Mato Grosso lançaram, na manhã desta segunda-feira (15.04), o “Movimento Mato Grosso Forte – Quem paga imposto cobra resultado”. Segundo os produtores, o movimento é uma luta legítima de quem ajuda o Estado e está sendo sacrificado por uma gestão ineficiente dos recursos públicos, que se arrasta há anos em Mato Grosso.
O lançamento ocorreu durante a solenidade de abertura da feira Norte Show, em Sinop, com a presença de autoridades políticas, representantes de entidades do setor agropecuário, produtores rurais e sociedade em geral.
O apelo dos produtores se baseia, principalmente, em razão das péssimas condições das rodovias estaduais – utilizadas não apenas para o escoamento da produção -, como no uso diário de milhares de mato-grossense, conforme levantamentos realizados pelo Movimento Pró-logística e pela Aprosoja, e da falta de investimentos na manutenção e construção de rodovias.
Com base no descontentamento que se arrasta há anos, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) abraçou a causa e está defendendo a cobrança da gestão eficaz e do fim do desvio do recurso do Fethab, que, neste ano, sofreu uma alteração impactando negativamente nas questões de infraestrutura e logística de Mato Grosso, devido a redução do valor a ser investido nessa área.
“De que adianta sermos o maior produtor de grãos do país se na hora de escoar a produção o que temos são estradas precárias? De que adianta pagarmos tantos impostos se na hora de recebermos de volta o que é de direito, não temos o mínimo necessário? Os produtores de soja e milho de Mato Grosso exigem respeito a quem trabalha e produz. Está na hora de virar a página da inércia e exigirmos a aplicação correta do dinheiro que contribuímos com Estado”, diz trecho do vídeo que circula nas redes sociais, e conclama os produtores a participarem de um ato marcado para o dia 15 de maio, em Cuiabá.
“O lançamento do Movimento Mato Grosso Forte representa um marco para o Estado que padece pela má gestão dos recursos públicos. Em especial, nós, produtores de soja e milho, cansamos de tentar o diálogo, de fazer propostas como foi feito ao longo dos últimos meses para evitar que houvesse o desvio na destinação dos recursos do Fethab. Além disso, a taxação sobre o milho veio para inviabilizar a produção e nao podemos aceitar isso. Ao longo do mês vamos reunir nossos produtores, mobilizar e debater esses e outros assuntos que afetam a vida do cidadão que trabalha e produz e está cansado da inércia, até culminar no ato no dia 15 de maio”, afirma o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan.
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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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