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Prefeitura orienta a população a não fazer doações a moradores de rua em MT

A Prefeitura de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, está fazendo uma ação para que a população não doe mais dinheiro, alimentos e cobertores aos moradores de rua da cidade. A prefeitura alega que o número de moradores de rua tem aumentado e isso está prejudicando o desenvolvimento do município.

Conforme os dados do Cadastro Único, são 100 pessoas vivendo em situação de rua em Primavera do Leste. Destas, apenas 47 aceitam receber o atendimento dos serviços de assistência social.

O prefeito da cidade, Leonardo Bortolin, disse que algumas cobertas doadas por voluntários nos dias de frio aos moradores, foram encontradas jogadas nos fios elétricos e na BR-070.

Ele ressaltou que a população não deve mais realizar essas doações, pois o município já possui políticas públicas de assistência social destinada aos moradores de rua.

“Isso não está ajudando, está ocasionando um problema maior ainda. Os restaurantes doam marmitas, mas eles (moradores de rua) pegam essas marmitas e jogam no meio da rua e isso acaba sujando as vias públicas”, disse.

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Segundo Leonardo, a ação também tem o objetivo de intensificar a abordagem a moradores de rua. Os moradores que aceitarem ajuda da secretaria de Assistência Social serão encaminhados para o albergue da cidade.

Já as pessoas que não são do município deverão ser conduzidas à cidade de origem.

A orientação da Polícia Civil é denunciar qualquer atitude irregular de moradores de rua, inclusive a cobrança dos ‘flanelinhas’.

G1 MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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