Cidades
Polícia Civil deflagra operação contra suspeitos que usavam de violência para cobrar empréstimos financeiros
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (13.04), em Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), a operação “Usura” para cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, contra pessoas investigadas por realizar cobranças financeiras mediante grave ameaça.
A ação realizada pelas equipes da 1ª Delegacia de Polícia, da Delegacia Especializada do Adolescente, Central de TCO e 2ª Delegacia de Polícia, resultou na apreensão de vários objetos e materiais comprobatórios, para instruir o procedimento criminal.
Os mandados judiciais foram expedidos após investigação da 1ª Delegacia de Polícia, para apurar as condutas de indivíduos vindos da Colômbia e Venezuela, os quais realizavam empréstimos com juros exagerados e faziam cobranças com emprego de violência e grave ameaça.
Conforme apurado, a associação possui vínculo com integrantes de outros países, e de forma articulada fomentam a prática criminosa, por meio de envio de dinheiro para que os empréstimos ilegais com juros elevados, fossem oferecidos aos comerciantes da cidade.
Os indícios apontam que os investigados buscavam garantir o recebimento de valores acrescidos de altos juros, e as cobranças realizadas com forte intimidação e até ameaça de morte de familiares dos possíveis devedores.
Com os materiais apreendidos durante a operação “Usura” as investigações prosseguem visando a conclusão do inquérito policial instaurado, com indiciamento e responsabilização penal contra os envolvidos nos crimes cometidos.
De acordo com o delegado Adriano Marcos Alencar, a 1ª DP de Barra do Garças tem se destacado pela qualidade de suas investigações, algo notório e reconhecido pelas instituições ligadas à persecução criminal.
“Nosso objetivo é garantir a devida repressão aos crimes praticados por aqueles que não seguem os comandos legais da boa convivência harmônica em nossa sociedade”, disse o delegado.
Cidades
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.
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