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Cidades

Mutirão para entrega de cartões do Programa SER Família continua nesta terça-feira (06)

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) continua nesta terça-feira (06.06) o novo mutirão para entrega de aproximadamente dois mil cartões do Programa SER Família destinados à famílias em extrema pobreza e vulnerabilidade social em Cuiabá. Os cartões devem ser retirados na sede da Setasc, localizada no bairro CPA I, das 08h às 17h.

De acordo com a secretária adjunta de Programas e Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf), Juliane Maciel, somente no período matutino desta segunda-feira (05) foram mais de 1,2 mil cartões entregues. “O mutirão é realizado na maior tranquilidade e todas as pessoas estão sendo atendidas. Estamos a ‘todo vapor’ com as entregas, superando as nossas expectativas”, informou a secretária.

Marlene Alexandre Batista, moradora do bairro São Mateus, confidenciou que está desempregada há muito tempo e que, recentemente, foi submetida a um transplante de córneas. “Eu venho passando por grandes dificuldades, já que a cirurgia do meu transplante não ocorreu muito bem. Então, isso aqui pra mim está sendo uma grande benção de Deus. Tenho dois filhos e isso aqui vai ajudar muito a minha família”, afirmou.

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Jéssica Araujo de Souza, mãe de quatro filhos, foi contemplada pelo programa com o cartão SER Família Criança. Moradora do bairro Santa Isabel, na capital, Jéssica disse que o cartão irá ajudar na alimentação dos seus filhos. “O cartão é uma benção de Deus e veio em boa hora. Graças a esse programa, vou conseguir colocar comida em casa. No momento estou desempregada e com bebê pequeno fica mais difícil conseguir um emprego fixo”, disse.

Aline Pereira de Melo, mãe de quatro filhos, afirmou que ficou emocionada após saber que foi contemplada na segunda lista do Programa SER Família Criança.

“Eu agradeci muito à Deus, porque eu orei muito. Falei, ‘Senhor, eu preciso desse cartão para ajudar em casa’. Aí saiu o meu nome na segunda lista, e falei ‘Glória a Deus, aleluia. Eu consegui a minha benção’. Eu tenho um filho que tem deficiência e tenho muito gasto, principalmente com fraldas. Em casa sou eu, meus quatro filhos, minha mãe e minha tia. Esse cartão vai ajudar muito a gente. Aos olhos de muitos, isso é pouco, mas é muito na nossa mão”, declarou.

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Cada família beneficiada recebe o cartão conforme informado no momento do cadastro, ou seja, de apenas um tipo de benefício, seja ele do SER Família, ou das outras vertentes, como o SER Família Criança, SER Família Idoso, SER Família Inclusivo e SER Família Indígena.

Importante ressaltar que a nova entrega de cartões do Programa SER Família é direcionada apenas para moradores de Cuiabá que fizeram o cadastro durante o mutirão realizado no mês de março deste ano. Não estão abertas novas inscrições para o programa, como também não há previsão para a realização de um novo cadastramento.

Fonte: Governo MT – MT

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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