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Menino de 8 anos tem 45% do corpo queimado após irmão tentar fazer pipoca em fogão improvisado em Tangará

Um menino, de 8 anos, teve 45% do corpo queimado após o irmão, de 13 anos, tentar fazer uma pipoca em um fogão improvisado, em Tangará da Serra, 242 km de Cuiabá. Josué Lima de Andrade foi transferido para o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Pronto Socorro da capital.

De acordo com o relato da estudante Beatriz dos Santos, que é amiga da família, não há fogão a gás na casa. O menino mais velho tentou acender o fogo de um fogão improvisado para estourar pipoca, quando o frasco de álcool explodiu e atingiu Josué.

Ele teve ferimentos nos braços, na parte genital e na lateral do rosto. Foi levado de moto, pelo pai, para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado para Cuiabá.

“O senhor José Antônio, que é pai dos meninos, contou que a ambulância estava demorando e por isso, ele resolveu levar o filho até a unidade de saúde”, relatou Beatriz.

A direção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Tangará da Serra informou que não ficou sabendo da ocorrência, por isso não prestou atendimento. O comando do Corpo de Bombeiros também afirmou que não houve registro deste acidente na unidade.

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Josué aguarda por uma cirurgia de raspagem há uma semana. Segundo a família, a cirurgia não foi realizada por falta de anestesia no pronto-socorro.

Ao G1, a Prefeitura de Cuiabá negou que a cirurgia não tenha sido feita por falta de anestésico e afirmou que deve apurar o motivo.

Os meninos estavam com o pai, quando o acidente ocorreu. Entretanto, ele estava trabalhando do outro lado da casa e não viu que os filhos queriam acender o fogo.

A mãe dos meninos não estava em casa, no dia em que o filho se queimou. Ela está em Alagoas (AL), porque tem uma filha portadora de uma síndrome rara. E, foi tentar fazer a transferência do auxílio saúde para que a menina pudesse receber o benefício em Mato Grosso.

Ela conseguiu embarcar em um ônibus e deve chegar em Cuiabá na próxima quarta-feira.

G1

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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