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Mato Grosso: Agricultores familiares investem em energia solar para baixar o custo da produção

Os produtores rurais Edemir Elly e sua esposa, Marlenita Terezinha Zottis Elly, proprietários de uma área de 10 mil metros quadrados na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), implantaram este ano um sistema gerador fotovoltaico para baixar o custo com a energia elétrica. A médica veterinária da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Natasha Caminha, fala que este é o terceiro projeto de energia solar implantado no município com o apoio da Empaer.

Conforme Natasha, o valor total do financiamento foi de R$33 mil, entre equipamentos e mão-de-obra, com prazo de cinco anos para o pagamento. Os produtores adquiriram um sistema gerador fotovoltaico com potência de 6,7 kWp, composto por 20 painéis solares e que vai suprir o consumo médio mensal de 804 kWh. A projeção para redução do gasto familiar com energia elétrica é significativa. A conta que era de R$442,20 será de apenas R$16,50 por mês com o sistema de energia solar. O casal agora aguarda apenas a instalação do relógio medidor pela concessionária de energia elétrica.

Desde 2010 trabalham com frangos de corte, bovinocultura de leite, olericultura e mandiocultura. A propriedade do casal Elly conta com uma sala de 21 metros quadrados para o abate das aves, sendo que por ano são processados 500 frangos. O casal comercializa também o leite in natura, queijos, mandioca descascada, em torno de 300 quilos por mês, e ovos no mercado local e em feiras na cidade. Neste ano de 2019, os produtores buscaram o apoio da Empaer para a aquisição de um sistema gerador fotovoltaico. O projeto foi aprovado por meio da linha de crédito para energia solar própria do Sistema de Crédito Cooperativo – Sicredi.

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A veterinária da Empaer explica que este já é o terceiro projeto de energia solar elaborado pelo escritório da Empaer e aprovado pelo Sicredi. Outro casal de produtores contemplados foram Nelson Maziero e Cecília Mattiello Maziero, no ano de 2018. Eles são proprietários da Chácara Santa Catarina, na Comunidade Branca de Neve, e financiaram R$35 mil com prazo de 10 anos para pagamento por meio da linha de crédito Pronaf Mais Alimentos. Desde 2006, o casal Maziero comercializa a produção de mandioca atendendo à merenda escolar e o comércio local.

Na propriedade da família Maziero, o grande destaque é a produção de uvas que são vendidas in natura e processadas artesanalmente como doce, vinho e vinagre. Para atender a demanda da Chácara Santa Catarina, o sistema gerador fotovoltaico adquirido tem potência de 5,76 kWp, é composto por 18 painéis solares e vai suprir o consumo médio mensal de 362 kWh, inclusive gerando um excedente para a rede pública de 376 kWh.

Os agricultores familiares Pedro Valcir da Roza e a esposa, Solange Maria Liell da Roza, também instalaram a energia solar, tecnologia que além de trazer economia, é bastante sustentável. Financiaram recursos na ordem de R$ 35.579,70 e adquiriram um sistema gerador fotovoltaico com potência de 9,38 kWp, que supre o consumo médio mensal da família de 1.125,6 kWh. A projeção de redução do gasto familiar com energia elétrica de R$652,85 para R$17,40. Os produtores trabalham com pecuária leiteira e são proprietários do Sítio Casa do Senhor, no Assentamento Wesley Manoel dos Santos.

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Os produtores interessados no sistema gerador fotovoltaico podem procurar os extensionistas rurais Breno de Moura Gimenez, Eduardo Nakagawa, Thiago Tombini e extensionista social Daisy Ferraz.

Cooperativismo Org

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Cidades

Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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