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Cidades

Crongresso de Engenheiros avança com encontros regionais no médio norte

Dando continuidade às reuniões microrregionais do 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), em parceria com a Mútua-MT, os encontros aconteceram nos dias 11, 12 e 13 de junho, nas cidades de Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, respectivamente.


Com o objetivo de discutir propostas alinhadas aos eixos temáticos do congresso, os encontros reuniram dezenas de profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências ligados ao Sistema Confea/Crea e à sociedade em geral. A coordenadora da comissão organizadora do CEP-MT, engenheira sanitarista Rosidelma Guimarães, conduziu a abertura em todas as cidades, dando as boas-vindas aos participantes, explicando as etapas do congresso e orientando sobre o envio de propostas e candidaturas à delegação.

Em Sorriso, o encontro contou com a presença do presidente do Crea-MT, engenheiro civil Juares Samaniego, que reforçou a importância das etapas regionais como preparação para o congresso estadual, além de atualizar os participantes sobre as ações do sistema Confea/Crea, com destaque para os avanços legislativos em prol dos profissionais. A diretora geral da Mútua-MT, engenheira civil Marciane Prevedello Curvo, também participou, apresentando os benefícios e serviços da Caixa de Assistência.


Mais de 37 profissionais estavam inscritos na plataforma do evento e quatro propostas foram submetidas. A escolhida foi “Iluminação Pública Sustentável e Inteligente: Inserção Tecnológica para Gestão Eficiente das Redes”, que propõe parcerias entre o Sistema Confea/Crea, Mútua, instituições de ensino e agências de energia para modernizar a gestão da iluminação urbana.

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As outras propostas apresentadas foram:
• “Habitação Popular Regionalizada”
• “Cidades Sustentáveis e Políticas Públicas Inteligentes”
• “Engenharia Comunitária Sustentável — Tecnologias Acessíveis para Cidades Humanizadas”

No dia seguinte, em Lucas do Rio Verde, a dinâmica se repetiu, com a presença de mais de 41 profissionais inscritos. O presidente Juares destacou a relevância dos eixos do congresso, que dialogam diretamente com a realidade dos profissionais


Duas propostas foram recebidas e ambas aprovadas:

• “Implantação de um Grupo de Trabalho Sobre Reúso de Água da Chuva para Fins Não-Potáveis”, que propõe a criação de um grupo técnico para fomentar soluções voltadas ao reaproveitamento da água pluvial. A proposta teve apoio direto do presidente Juares.
• “Conscientização da Necessidade da Engenharia nas Cidades”, que propõe a capacitação técnica das equipes municipais com apoio de conselhos profissionais, universidades e entidades como CNM e Ministério das Cidades. Também sugere consórcios intermunicipais para compartilhamento de engenheiros.

Em Lucas do Rio Verde, foram eleitos dois pré-candidatos a delegado: um com mandato e outro sem, seguindo o modelo adotado nas etapas microrregionais.

Encerrando o ciclo da semana, Nova Mutum sediou a reunião do dia 13 de junho. Após a abertura feita pela coordenadora Rosidelma e as apresentações dos participantes, os inspetores do Crea-MT na cidade reforçaram a importância da atuação institucional e o desejo local pela criação de uma associação.

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O presidente Juares destacou a satisfação de atuar como engenheiro civil, ressaltando o impacto técnico e humano da profissão, e compartilhou informações sobre a atualização de legislações e resoluções importantes para a classe. Rosidelma e Marciane também realizaram suas apresentações sobre o CEP e a Mútua.

Com mais de 34 profissionais inscritos, três propostas foram recebidas e, após debate, duas delas foram unificadas. Ao final, todas foram aprovadas e os delegados eleitos:

• Drenagem Urbana: aborda a necessidade de planejamento a longo prazo para escoamento de água pluvial, frente ao crescimento acelerado das cidades.
• Desenvolvimento Sustentável: propõe um plano diretor preparado para o crescimento ordenado e sustentável.
• Execução de Infraestrutura: sugere novas soluções para obras de loteamentos urbanos, considerando inovação e eficiência.


O CEP
Realizado a cada três anos em todos os estados do país, o Congresso Estadual de Profissionais busca debater os rumos das engenharias e áreas correlatas. Em 2025, o tema é “Engenharia, Agronomia e Geociências no Desenvolvimento das Cidades”, com os seguintes eixos temáticos:

Acessibilidade e Mobilidade Urbana

Saneamento Básico (água, esgoto, drenagem, resíduos sólidos)

Engenharia Pública (Reurbs, Moradia, Tecnologia Social)

Qualidade Ambiental (áreas verdes, emissões de CO2, focos de calor, vulnerabilidade climática, supressão vegetal)

Desenvolvimento Energético Sustentável (energia limpa e acessível)

O 12º CEP passará ainda por outros 22 municípios de Mato Grosso até agosto. Confira todas as datas e informações sobre o congresso no link .

Texto: Maria Cecília Borges

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Cidades

Nova Mutum se consolida como destaque econômico de Mato Grosso com expansão de R$ 817 milhões da Inpasa

Município propõe R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para terceira fase da indústria de etanol de milho, em investimento que deve ampliar empregos, arrecadação e atividade industrial

NOVA MUTUM (MT) — O avanço da industrialização e a capacidade de atrair grandes investimentos vêm consolidando Nova Mutum como um dos principais polos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Mais um exemplo desse movimento está na proposta encaminhada pelo prefeito Leandro Félix (União) à Câmara Municipal, que prevê a concessão de aproximadamente R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para a expansão da unidade da Inpasa instalada no município.

A proposta foi encaminhada às comissões durante a sessão desta segunda-feira, 10, e está relacionada à implantação da terceira fase do empreendimento, que deverá receber aproximadamente R$ 817,6 milhões em investimentos entre 2026 e 2027.

O projeto reforça uma estratégia que vem ganhando força em Nova Mutum: utilizar políticas de incentivo como instrumento para atrair e ampliar investimentos privados, fortalecer a indústria, gerar empregos e aumentar, no médio e longo prazo, a arrecadação municipal.

Incentivos ultrapassam R$ 6,2 milhões

O principal benefício previsto no projeto é a redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) incidente sobre os serviços de construção da nova etapa da indústria.

O incentivo está estimado em R$ 6,03 milhões e deverá ser concedido nos exercícios de 2026 e 2027, condicionado ao cumprimento do cronograma físico-financeiro da obra.

A proposta também estabelece a isenção da Taxa de Licença para Execução de Obras, referente ao alvará de construção, calculada em aproximadamente R$ 134,4 mil, além da Taxa de Licença para o Habite-se, estimada em R$ 117,7 mil.

Somados, os três benefícios representam cerca de R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais.

Em contrapartida, a empresa deverá realizar o investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões na ampliação da unidade, além de assumir compromissos relacionados à geração de empregos e ao fortalecimento da atividade econômica local.

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Investimento deve gerar empregos e movimentar a economia

Entre as contrapartidas previstas está a geração de novos postos de trabalho diretos e indiretos durante a execução das obras, além da oferta de novas oportunidades de emprego diretamente após a conclusão da expansão.

O impacto, porém, não se limita ao mercado de trabalho.

A expansão também deverá contribuir para o aumento da movimentação econômica de Nova Mutum, envolvendo empresas prestadoras de serviços, fornecedores, transportadoras, comércio e outros segmentos que participam da cadeia produtiva ligada à indústria de etanol de milho.

Outro ponto previsto no projeto é o incremento do Valor Adicionado (VA) utilizado no cálculo do Índice de Participação do Município na distribuição da arrecadação do ICMS.

Para isso, a empresa deverá registrar no município as operações relacionadas aos produtos manufaturados, serviços e mercadorias comercializados a partir das instalações locais.

Na prática, o objetivo é fazer com que o crescimento da atividade industrial também se traduza em maior participação de Nova Mutum na distribuição futura das receitas tributárias.

Incentivo como estratégia de desenvolvimento

Na justificativa encaminhada à Câmara Municipal, o prefeito Leandro Félix defende que o incentivo fiscal deve ser compreendido como uma ferramenta de desenvolvimento econômico, e não apenas como uma renúncia de receita no curto prazo.

Segundo a mensagem, a medida representa uma forma de investimento público destinada a estimular o desenvolvimento econômico, com expectativa de que os resultados futuros superem os efeitos imediatos da renúncia tributária.

A administração municipal destaca entre os resultados esperados o aumento da arrecadação futura, o fortalecimento da economia local, a geração de empregos e a ampliação da competitividade industrial.

Nova Mutum ganha força como polo industrial

A nova expansão da Inpasa se insere em um cenário mais amplo de transformação econômica de Nova Mutum.

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Tradicionalmente reconhecido pela força do agronegócio, o município vem avançando na industrialização da produção agrícola, agregando valor à matéria-prima produzida na região e ampliando sua participação em cadeias produtivas de maior complexidade.

A instalação e expansão de indústrias ligadas ao processamento de milho representam justamente essa mudança de perfil: além de produzir commodities, Nova Mutum amplia sua capacidade de transformar a produção dentro do próprio território, gerando atividade econômica, empregos, serviços e novas oportunidades para empresas locais.

O movimento também reforça a posição estratégica do município dentro da economia mato-grossense.

Com investimentos privados de grande porte, expansão da infraestrutura e políticas públicas voltadas à atração e permanência de empresas, Nova Mutum passa a se destacar não apenas pela produção agropecuária, mas também pela capacidade de industrializar, agregar valor e gerar riqueza a partir de sua própria vocação produtiva.

R$ 817 milhões para uma nova etapa

A terceira fase da Inpasa representa, nesse contexto, mais do que uma nova obra industrial. O investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões sinaliza a confiança do setor produtivo no potencial de Nova Mutum e na capacidade do município de sustentar novos ciclos de crescimento.

Para o município, a aposta é que o incentivo concedido agora produza efeitos econômicos por muitos anos, com aumento da atividade industrial, geração de empregos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e ampliação da participação de Nova Mutum na arrecadação estadual.

O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara Municipal antes de seguir para votação em plenário.

Se aprovado, o incentivo abrirá caminho para mais uma grande etapa de expansão industrial em Nova Mutum — município que vem transformando sua vocação agrícola em uma plataforma cada vez mais diversificada de produção, industrialização, emprego e desenvolvimento econômico, reforçando sua posição entre os principais destaques de Mato Grosso.

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