Cidades
Benedito Joaquim Soares, (Nhoca) com 101 anos quer ver Dr. Manoel administrar
A vida nos ensina; nossas atitudes e maneira de viver, poderá ou não, nos levar a uma maior longevidade ou não, a longevidade, está relacionada com a duração da vida, dependendo dos seus hábitos alimentares, horários determinados para dormir, uma alimentação adequada, não fumar, não beber, estes fatores, são determinantes para manutenção da boa saúde.
Desde criança, sempre fui um aficionado às pessoas que conseguiram ao longo de suas vidas, não apenas maior longevidade, como também, pauta-las sempre, dedicando-as aos seus familiares e que mesmo este se tornando um centenário, ainda assim, consiga concatenar suas ideias voltando-as às questões políticas, não a partidária e sim, a política visando melhorias estruturantes para o município e seus munícipes, onde nascera.
Reporto-me ao senhor Benedito Joaquim Soares, conhecido como Sr. (Nhoca), nascido em 30/07/1920, portanto, 101 anos; dos quais, viveu sua vida no campo, em uma propriedade rural pertencente ao município de Diamantino.
Do seu enlace matrimonial com a Sr.ª Jovina de Almeida Soares, nascida em 02/03/1940 (in memoriam), tiveram uma prole numerosa, 7 filhos, entre os quais: José F. de Soares, João J. Soares, Benedito F. Soares, Juvenal B. Soares, Januário R. Soares, Antônio R. Soares, Sandra R. Soares, ofertando-lhes sempre, um mínio de conforto, ensinamentos e mais do que isso, conduzindo-os sempre para o caminho da: honestidade, retidão de caráter, sinceridade e por aí vai.
Seu casamento com a Sr.ª Jovina de Almeida Soares, durou 79 anos e 7 meses, infelizmente não chegaram a completar 80 anos de matrimonio, que aconteceria em julho de 2020, pois ela faleceu em fevereiro de 2020; mesmo assim, deixou um legado de amor ao próximo, carinho e determinação, foram abençoados, com 24 netos, 31 bisnetos e 8 tataranetos, uma proeza sem igual, algo memorável.
Este artigo surgiu no momento em que, vi e ouvi, a fala do senhor Benedito Joaquim Soares, conhecido carinhosamente como Sr. (Nhoca), avô da minha querida amiga e colega de profissão, a professora Celma Janaína Soares Griggi, confesso, ao ver e ouvir seu áudio, me emocionei com suas palavras tênues, na qual, este senhor humilde de fala mansa, usando palavras arraigadas em um linguajar provinciano, mesmo assim, conseguia ressignificar as dificuldades vividas por eles, no período de sua juventude no campo, sem nenhum conforto e entretenimento, mesmo assim, conseguiram criar sua numerosa prole, pautando sempre, nos valores: éticos, morais e familiares.
No vídeo ao proferir sua fala, percebe-se claramente, ao agradecer e parabenizar o prefeito eleito de Diamantino (MT), Dr. Manoel Loureiro Neto (MDB), com 47,61 % dos votos válidos, perfazendo assim, um total de 5.588 votos; nota-se a existência de uma amizade entre eles, que perdura por mais de 30 anos.
O senhor (Nhoca), fala com linguajar coloquial, porém revestido de sinceridade e gratidão ao prefeito eleito Dr. Manoel, ao dizer “parabéns Dr. Mané, estimo muito pela sua vitória, e já passaram muitos prefeitos, agora vem mais um o senhor, para ver como o senhor vai se sair. Deus ajude, que o senhor faça um bom trabalho, que o senhor tenha saúde, e que este seja um bom ano para nós trabalharmos, eu não trabalho mais, pois já tenho 101 anos, e espero alcançar mais alguns anos, para acompanhar sua administração, amém”.
Confesso, a fala do senhor (Nhoca), não tem conotação de pedidos para si e nem para ninguém, ele quis sim fazer um agradecimento cordial e amigável ao prefeito eleito, Dr. Manoel, pedindo-lhe que faça uma boa administração, voltada a atender os interesses e anseios dessa pacata e ordeira cidade, de Diamantino.
Parabéns senhor (Nhoca), suas palavras por certo, servirão de alento para aqueles jovens que mesmo tendo em suas vidas, tudo de bom e do melhor, ainda assim, pensam em tirar suas próprias vidas cometendo suicídio.
Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo
Olhar Direto
Cidades
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.
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