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Aeroporto em Mato Grosso deve começar a receber voos diretos internacionais em breve, diz secretário

O aeroporto Internacional Marechal Rondon em Várzea Grande  deve começar a receber voos diretos de outros países em breve. De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda,  o governo está em fase de negociação com a Receita Federal para resolver definitivamente a operação de voos internacionais no Estado.

“O governador Mauro Mendes (DEM) iniciou uma tratativa diretamente na receita e com a participação da Secretaria de Desenvolvimento para que possamos construir um projeto e poder receber os voos internacionais na capital”, explica.

De acordo com o secretário da pasta, já existem tratativas com empresas áreas estrangeiras. A expectativa é que o terminal comece a operar inicialmente com voos de Santa Cruz de La Sierra e Estados Unidos. “Vários órgãos federais, Ministério da Agricultura e outros já deram parecer positivo. Faltando agora só a receita federal dar o ‘ok’ para que possamos começar com voos internacionais”, pontua.

No último dia 15, o aeroporto Marechal Rondon foi leiloado junto com os terminais de Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta por R$ 40 milhões. A empresa vencedora, Consórcio Aeroeste, deverá investir com melhorias na qualidade dos serviços e infraestrutura. Miranda classifica que o processo de privatização traga celeridade para o recebimento de voos de fora.

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“A privatização vai forçar uma situação inevitável até porque vão haver investimentos, umas questões de espaço pode ser resolvidas através desses investimentos, vai colaborar nisso. Será um grande avanço para os 300 anos de Cuiabá para que exista a condição de receber turistas diretamente pra cá”, finaliza.

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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