Brasil
Quanto custa criar um filho no Brasil? Análise detalhada por classe social e estilo de vida

Desde a escolha do local de residência até o tipo de educação e estilo de vida, cada aspecto desempenha um papel crucial na definição dos custos totais.
Criar um filho no Brasil até a idade de 18 anos representa um investimento significativo, variando entre R$ 239 mil e R$ 3,6 milhões. Esse amplo espectro de custos é influenciado por fatores como classe social e estilo de vida da família. A pesquisa realizada pelo IBGE revela que, em média, cerca de 30% da renda familiar é destinada ao bem-estar dos filhos. A seguir, detalhamos as estimativas de custo por classe social:
Estimativa de Custo por Classe Social (0 a 18 anos)
| Classe Social | Renda Mensal | Custo Estimado |
|——————-|—————————|——————————–|
| A | Acima de R$ 26 mil | Aproximadamente R$ 3,6 milhões |
| B | Entre R$ 13.201 e R$ 26 mil | Entre R$ 1 milhão e R$ 2,5 milhões |
| C | Entre R$ 5.280 e R$ 13.200 | Entre R$ 480 mil e R$ 1,2 milhão |
| D | Entre R$ 2.641 e R$ 5.280 | Entre R$ 239 mil e R$ 479 mil |
| E | Até R$ 2.640 | Aproximadamente R$ 239 mil |
### Fatores que Influenciam o Custo
1. Localização: O custo de vida em grandes cidades ou regiões metropolitanas tende a ser mais elevado, resultando em maior gastos com moradia, alimentação e educação. Famílias que residem em capitais enfrentam despesas significativamente superiores às de áreas rurais.
2. Educação: A escolha da instituição de ensino exerce um impacto considerável no orçamento familiar. Escolas privadas, com suas mensalidades elevadas, além de cursos extracurriculares, como aulas de idiomas e atividades artísticas, podem aumentar os custos de forma expressiva.
3. Saúde: Os gastos com saúde, que englobam planos de saúde, consultas médicas e tratamentos diversos, também devem ser considerados. A segurança oferecida por um bom plano de saúde se reflete diretamente no bem-estar da criança, mas implica em despesas adicionais.
4. Estilo de Vida: A classe social interfere nas opções de lazer, viagens e bens de consumo. Famílias de classe alta, por exemplo, têm acesso a atividades de maior custo, como intercâmbios e viagens internacionais, enquanto famílias de classes mais baixas tendem a limitar essas experiências.
5. Idade: Os custos de criação de um filho não são uniformes ao longo dos anos. À medida que a criança cresce e entra na adolescência, os gastos tendem a aumentar, especialmente com educação, roupas e atividades sociais. Isso é evidenciado em análises realizadas por instituições financeiras, como o Santander, que destacam as mudanças nas necessidades financeiras à medida que as crianças se desenvolvem.
Conclusão
O processo de criação de um filho no Brasil é um compromisso financeiro considerável que varia amplamente dependendo de diversos fatores socioeconômicos. Desde a escolha do local de residência até o tipo de educação e estilo de vida, cada aspecto desempenha um papel crucial na definição dos custos totais. Compreender essas variáveis é essencial para uma melhor planejamento financeiro das famílias em todas as classes sociais.
Brasil
Brasileiro trabalhou 150 dias em 2026 apenas para pagar tributos, aponta estudo do IBPT

Carga tributária efetiva sobre renda, consumo e patrimônio dos brasileiros chegou a 41,1% em 2026, conforme levantamento
Os brasileiros precisaram trabalhar até o dia 30 de maio de 2026 apenas para pagar impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais. É o que revela um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Pelo estudo, a carga tributária efetiva sobre a renda, o consumo e o patrimônio da população neste ano está em 41,10%.
Na prática, o percentual representa 150 dias do calendário dedicados exclusivamente ao pagamento de tributos. O resultado mantém o Brasil em um dos mais altos patamares de carga tributária das últimas décadas, conforme os dados do IBPT.
Os dados mostram que a tributação sobre os brasileiros cresceu de forma gradual desde o início dos anos 2000. Em 2003, a carga tributária efetiva era de 36,98%. Em 2007, passou para 40,01% e, desde então, permaneceu próxima ou acima da faixa dos 40%, atingindo 40,80% em 2021, 2022 e 2025.
Em nota, o Instituto destaca que o presidente-executivo do IBPT e um dos autores do estudo, João Eloi Olenike, avalia que o cenário é preocupante já que a elevada arrecadação não tem sido acompanhada pela percepção de melhorias nos serviços públicos.
“Apesar da alta arrecadação, a população ainda não percebe um retorno proporcional em serviços públicos de qualidade”, salienta Olenike.
O estudo mostra, ainda, que a quantidade de dias trabalhados para pagar tributos praticamente dobrou nas últimas décadas. Em 1986, eram necessários 82 dias de trabalho para quitar a carga tributária. Em 1988, o número caiu para 73 dias, em contrapartida voltou a crescer e alcançou 130 dias em 2001. Segundo os dados, nos últimos 20 anos, os dias de trabalho para custear impostos permaneceram entre 140 e 150 dias.
Segundo o IBPT, hoje o brasileiro trabalha quase o dobro do que trabalhava na década de 1970 para cumprir suas obrigações tributárias.
Para chegar aos resultados por meio da análise comparativa, o estudo foi utilizado, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3.000,00 (classe baixa), de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 (classe média) e acima de R$ 10.000,00 (classe alta).
Aumentos de impostos influenciaram resultado
A base de cálculo do levantamento abarca o período entre maio de 2025 e abril de 2026. O estudo inclui tributos federais, estaduais e municipais, como IRPF, INSS, ICMS, IPI, ISS, IPVA, IPTU, taxas diversas e contribuições.
Entre os fatores que contribuíram para a manutenção da elevada carga tributária, o Instituto destaca mudanças como aumentos das alíquotas do ICMS em estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Piauí, além da ampliação da cobrança do ICMS sobre importações realizadas por meio do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal.
O estudo também cita os efeitos da chamada “taxa das blusinhas”, que manteve a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
Outro destaque entre os principais aumentos de tributação no período do estudo foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que impactou as operações de crédito empresarial, câmbio, previdência privada e seguros.
Também pesaram no cálculo a ampliação da tributação sobre apostas esportivas e jogos online, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs e instituições financeiras, a elevação da alíquota do Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) e o aumento do Imposto de Importação para alguns produtos de tecnologia.
IBPT
Fundado em 1992, o IBPT é uma entidade especializada em estudos sobre o sistema tributário brasileiro e atua na produção de pesquisas relacionadas à arrecadação e transparência fiscal.
-
Cidades2 dias atrásSanta Rita do Trivelato recebe empresa interessada em estudos sobre potencial de petróleo e gás natural
-
É Direito2 dias atrásJustiça determina reintegração de posse de área de 3,3 mil hectares em Santa Rita do Trivelato
-
Fatalidade2 dias atrásMorador de Sinop morre na guerra Rússia/Ucrânia; “Sinop também derruba drone, derrubei hoje, Lisboa”
-
Acidente2 dias atrásFerrari e Tesla batem durante corrida que aconteceu no Parque Novo Mato Grosso; VÍDEO
-
Justiça2 dias atrásTRE-MT reúne partidos, federações e advogados para debater propaganda, inteligência artificial e regras do processo eleitoral
-
Saúde2 dias atrásDoar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo
-
É Direito2 dias atrásSaga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso
-
Cidades2 dias atrás“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador





