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Casal é flagrado abandonando cão em Alta Floresta (VEJA O VÍDEO)

Um flagrante na noite desta quinta-feira, 02, chama a atenção pela crueldade e, principalmente pelo flagrante de difícil registro. Um casal foi filmado enquanto fugia pelas ruas de Alta Floresta, depois de abandonar um cãozinho nas proximidades do bairro Vila Nova.

Quem flagrou a cena e não hesitou em registrar foi o assessor de imprensa, Janival Oliveira, morador de Alta Floresta e que refaz o mesmo caminho todos os dias para chegar ao centro da cidade. Ao Clique Notícias, ele disse que era mais um dia, que parecia ser de rotina normal, quando se deparou com a cena.

“Eu estava transitando mais ou menos em frente a Avenida Dom Pedro, num cruzamento. Eu vi uma moto com carretinha e um casal na moto. Eles vinham mais ou menos uns vinte metros na minha frente” conta Janival. Ele ainda detalha como foi o abandono.

“De repente essa moto para, numa curva, antes do Parque das Nações, debaixo de um pé de manga, e a mulher estava com o cachorrinho no colo e jogaram no acostamento” revela o assessor que ainda observou o desespero do animal para não ser abandonado. “O cachorrinho saiu correndo atrás deles e eles saíram” contou Janival, indignado.

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Janival, que também estava numa moto, disse que seguiu o casal até a rotatória do grande Cidade Alta e teme até ter sido multado pela manobra que se obrigou a fazer, pela contramão para cercar os suspeitos. “Eu falei que eles não podiam fazer isso e a mulher disse que não é da minha conta”.


Janival disse ainda que disse que chamaria a polícia e diante disso o casal até retornou ao local, mas só observou o cãozinho e não pararam. Ele não fez muita questão até pelo risco que o animal correria de sofrer outro tipo de maus tratos caso fosse recolhido pelos suspeitos.

O assessor acolheu o animal e levou para sua propriedade. Mas com o registro espera que a repercussão seja o suficiente para que as autoridades competentes investiguem o caso. “Como pode ter um ser humano que tem coragem de abandonar um animal desse jeito na rua, jogado?” indagou revoltado.

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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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