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Água

Águas de Paranatinga assume operação do sistema de esgotamento sanitário do município

Empresa está comprometida em atingir 70% de cobertura de esgoto até 2030

A Águas de Paranatinga iniciou em setembro a operação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) do município, em conformidade com o contrato de concessão vigente. Com investimento previsto de aproximadamente R$ 23,8 milhões nos próximos quatro anos, a empresa pretende ampliar significativamente o acesso ao saneamento básico — serviço essencial para a saúde pública e a qualidade de vida da população. Presente em Paranatinga desde 2015, a concessionária já é responsável pela captação, tratamento e distribuição de água potável. Agora, assume também a coleta e o tratamento do esgoto sanitário, que atualmente atende apenas 20% da população urbana. Segundo Arildo Viana, diretor-presidente da Águas de Paranatinga, o novo acordo firmado com a Prefeitura Municipal, com mediação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, representa um avanço na qualidade dos serviços. “Estamos ansiosos para contribuir com a transformação do saneamento em Paranatinga, pois sabemos o impacto direto que isso tem na saúde, educação e bem-estar da população”, afirmou. As obras de expansão da rede de esgoto estão previstas para iniciar ainda este ano, com melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), ampliação da rede coletora e instalação de novas conexões. A empresa também disponibilizará equipes locais para manutenção diária e caminhões hidrojato para desobstrução da rede. Como medida complementar, foi firmado o Termo de Compromisso Ambiental (TCA), publicado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), que define diretrizes técnicas e ambientais para a operação e expansão do sistema. O TCA estabelece, entre outros pontos, o cumprimento de parâmetros de qualidade no tratamento de efluentes, a apresentação de planos de monitoramento e operação, bem como a responsabilidade técnica de profissionais devidamente habilitados. A cobrança pelo serviço de esgoto será iniciada para os imóveis já conectados à rede coletora, com tarifa correspondente a 90% do valor da água. Usuários cadastrados no CadÚnico e beneficiários da Tarifa Social terão direito a 50% de desconto. Atualmente, cerca de 6 mil pessoas em Paranatinga estão aptas a receber esse benefício. Com o início da operação, a Águas de Paranatinga dará prioridade à recuperação das Estações Elevatórias de Esgoto, com o objetivo de reduzir os extravasamentos — uma das principais queixas da população. “Nosso foco inicial será regularizar a infraestrutura existente, para depois expandir a rede para outros bairros”, explicou Letícia Yule, gerente de operações da empresa.

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Acidente

Relatório do MP aponta risco de rompimento em barragem de usina hidrelétrica

Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder pode acabar sendo desativada ou descaracterizada
Relatório elaborado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) apontou que a Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder, localizada no Rio Teles Pires, está com risco de rompimento na barragem. Além de uma série de falhas estruturais, foram identificados impactos ambientais significativos, que podem ocasionar a desativação ou descaracterização da usina.

Em caso de rompimento, 181 edificações podem ser atingidas.

A UHE Colíder, que opera desde 2019 com potência instalada de 300 MW, integra o Complexo Teles Pires, junto a outras três hidrelétricas.

Durante vistoria realizada entre os dias 22 e 27 de agosto de 2025, foram constatadas falhas críticas no sistema de drenagem da barragem. Dos 70 drenos avaliados, 14 não possuem piezômetros e 55 estão sem peneiras para análise de turbidez, dificultando o monitoramento da pressão interna e da presença de sedimentos. Além disso, 18 drenos apresentaram carreamento de materiais, cinco romperam e três foram tamponados por segurança. A recorrência dos eventos em intervalos cada vez menores confirma a progressão da erosão interna, conhecida como piping, um dos principais mecanismos de falha em barragens de terra e enrocamento.

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Como medida emergencial, a Eletrobras iniciou o processo de rebaixamento do nível do reservatório em agosto. A operação, no entanto, gerou impactos ambientais relevantes, especialmente sobre a fauna aquática (população de peixes). Foram registrados episódios de mortandade de peixes em áreas ensecadas, com resgate de mais de 22 mil indivíduos vivos e recolhimento de 1.541 mortos, totalizando mais de 212 quilos de biomassa perdida (total dos peixes mortos recolhidos). Espécies como carás, tuviras, mussuns e lambaris foram encontradas em avançado estado de decomposição, em poças isoladas com alta temperatura e baixa concentração de oxigênio.

O relatório também aponta prejuízos econômicos em empreendimentos turísticos e pesqueiros, com cancelamento de reservas e perda de acesso à lâmina d’água. Moradores da região manifestaram preocupação com o aumento do nível do rio, provocado pela intensificação da vazão defluente.

A Zona de Autossalvamento (ZAS), área que deve ser evacuada em caso de emergência, possui 181 edificações, das quais 131 estavam ausentes durante as visitas de campo, comprometendo a efetividade das ações de comunicação. O sistema de alerta sonoro, limitado a sirenes móveis, é considerado frágil.

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O relatório técnico recomenda a elaboração de estudo que avalie, entre outras alternativas, a desativação ou descaracterização da UHE Colíder, conforme previsto na Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei nº 12.334/2010). A ausência de diagnóstico conclusivo sobre a origem dos problemas e a falta de avaliação integrada dos impactos cumulativos das usinas do rio Teles Pires reforçam a necessidade de revisão estratégica do empreendimento.

A perícia foi realizada pela bióloga, doutora em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, Mayara Fioreze Zucchetto; pelo geólogo, doutor em Geociências, Edvaldo José de Oliveira; e pelo engenheiro civil, Bruno Moreira dos Santos Zuchini. O procurador de Justiça da 11ª Procuradoria de Justiça e coordenador do Centro de Apoio à Execução Ambiental (CAEX Ambiental), Gerson Barbosa, destacou a importância do trabalho técnico.

“Com base em análises geológicas, hidrológicas e biológicas, conseguimos identificar com precisão os riscos estruturais da UHE Colíder e os impactos ambientais decorrentes da operação da usina. Trata-se de um documento robusto, que orienta decisões estratégicas e reforça a necessidade de medidas preventivas e corretivas urgentes”, ressaltou o procurador.

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