Agro Notícias
TRIGO/CEPEA: Estimativas indicam nova safra recorde no País; dólar pressiona valor interno
Cepea, 15/2/2022 – Estimativas oficiais divulgadas neste mês mostram que os altos preços do trigo no mercado brasileiro tendem a manter elevadas a área e a produção nacional do cereal, que, inclusive, pode ser novamente recorde. Conforme colaboradores do Cepea, produtores, especialmente os do Sul do País, devem semear trigo em áreas que tradicionalmente ficam sem cultivo na safra de inverno. No relatório deste mês, a Conab indicou que a safra 2021/22 somou 7,68 milhões de toneladas, estável frente ao relatório de janeiro, mas com forte alta de 23,2% em relação à temporada anterior. A área nacional cresceu 17% sobre a da safra 2020, atingindo 2,73 milhões de hectares. Além disso, a produtividade seguiu apontada em 2,803 toneladas por hectare, 5,3% superior à de 2020/21 (2,663 t/ha). No mercado doméstico, as negociações têm ocorrido em linha com o interesse e a necessidade do produtor de liberar espaço para armazenagem da safra verão, que está sendo colhida atualmente. Na última semana (7 – 11), os preços recuaram no mercado de lotes, influenciados pela desvalorização de 1,88% do dólar frente ao Real, para R$ 5,226 na sexta-feira, 11. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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