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Exportação de frango do Brasil cai quase 15% em janeiro, diz ABPA

As exportações de carne de frango do Brasil em janeiro somaram 281,8 mil toneladas, queda de 14,7% ante o mesmo período do ano passado, informou nesta quinta-feira (7) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “Houve retrações pontuais no fluxo de exportação, que deve ser retomado já em fevereiro”, disse em nota Francisco Turra, presidente da entidade.

Em receita, as exportações do maior exportador global de carne de frango atingiram US$ 453 milhões, redução de 12,9% na comparação anual. O montante considera venda de todos os produtos, entre in natura e processados.

Na segunda quinzena de janeiro, a Arábia Saudita, maior comprador de frango brasileiro, suspendeu a importação de cinco dos 30 frigoríficos nacionais que embarcavam para o país. Nem a ABPA nem o governo informaram quais fábricas foram afetadas, nem os motivos do embargo.

Já as exportações de carne suína (todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 48,5 mil toneladas, volume 10,7% menor que o visto no mesmo mês de 2018. O faturamento fechou o mês em 91,6 milhões de dólares, queda de 17,8%.

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G1

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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