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Agro Notícias

Tangará da Serra recebe feira de flores no próximo sábado

Acontece neste sábado (07.05), a 1ª Feira Flores Natural do Campo, em Tangará da Serra. Participarão os floricultores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). O evento ocorre das 08h às 17 horas, no estacionamento do Sicredi no município, que é parceiro da ação assim como o Sindicato Rural e a Secretaria Municipal de Agricultura de Tangará da Serra.

A visitação é aberta ao público e os consumidores terão acesso a flores tropicais, rosas do deserto, suculentas, samambaias e folhagens, com preços variados. Além das flores também serão comercializados artesanatos locais.

A floricultura é uma das 13 cadeias produtivas atendidas pela ATeG no estado e está em andamento há oito meses. Atualmente, em Tangará da Serra são assistidos 17 floricultores. Os interessados em serem atendidos pela ATeG devem procurar o Sindicato Rural do município e demonstrar interesse.

De acordo com o supervisor da ATeG Floricultura, Thiago Salapata, o objetivo é fomentar a comercialização dos produtos. “O evento antecede o Dia das Mães, uma data importante para o comércio de flores, e queremos que as vendas também aumentem fora destas datas pontuais. Por isso, a ATeG está fornecendo assistência para que os produtores tenham bom desempenho na atividade durante o ano todo”, destaca.

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Natural do Campo – A feira que acontecerá em Tangará da Serra será a primeira específica para flores, organizada pelo Senar-MT e Sindicato Rural. Mas em 2021, o Senar-MT promoveu oito feiras Natural do Campo, em parceria com o Shopping Estação Cuiabá, voltadas para a olericultura, fruticultura, apicultura, derivados de leite, doces e compotas, entre outros. Os produtores rurais participantes também eram assistidos pela ATeG do Senar-MT e muitos tiveram a primeira experiência de comercialização direta com o consumidor.

Serviço

O que: 1ª Feira Flores Natural do Campo
Quando: Sábado, 07 de maio – das 08h às 17h
Onde: Estacionamento do Sicredi. Endereço: Av. Brasil com Av. Tancredo Neves, nº 40, Tangará da Serra-MT

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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