Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Super-ricos de Mato Grosso têm renda de R$ 225 mil ao mês

Desenvolvimento econômico do Estado foi destaque em matéria publicada por O Globo. A renda dos mais ricos cresceu 115%.

O aumento do poder econômico do agronegócio no Brasil, nos últimos anos, foi destaque em matéria publicada nesta quinta-feira (25) no jornal O Globo. Segundo levantamento do economista Sérgio Gobetti, do Observatório de Política Fiscal da Fundação Getulio Vargas (FGV), a renda média anual dos “super-ricos” mato-grossenses, basicamente os produtores rurais do Estado, ficou em R$ 2,7 milhões. Isso significa uma renda mensal de R$ 225 mil.

A matéria destaca ainda que Mato Grosso era o 11º PIB per capita do Brasil em 2002. Em 2021 ultrapassou o estado de São Paulo e se tornou o 2º maior.

Com forte presença do agro, a renda dos mais ricos cresceu 115% em Mato Grosso em 2022– em média essa renda é 248 vezes maior do que o ganho da classe média.

Essa força política está migrando para os atores agrícolas, são grandes produtores, traders, empresas industriais ampliando seu espaço. E a prova disso está no Congresso, com as bancadas do agro no Senado e na Câmara. Nunca teve no Congresso uma bancada de apoio à indústria”, disse o economista Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, em entrevista para o jornal carioca.

Leia Também:  Dupla mata adolescente de 14 anos no meio da rua em Sorriso/MT

As análises com base nos dados do IRPF oferecem fortes evidências de que a concentração de renda no topo cresceu significativamente no período recente, destoando do ocorrido na década anterior pelo menos, mas ao mesmo tempo indica que o crescimento da renda no topo apresenta fortes diferenças regionais, tendo sido mais pronunciado em estados cuja economia, em geral, é dominada pelo agronegócio. E isso ocorreu num período em que a renda média do brasileiro apresentou uma das piores performances das últimas décadas, dada a estagnação do valor real dos salários e de outros indicadores”, sustenta o estudo.

Esse enriquecimento fica evidente, por exemplo, nos empreendimentos residenciais lançados na capital do Estado, onde os compradores exigem imóveis assinados por profissionais de engenharia e paisagismo premiados. E tem que ter pelo menos três vagas de garagem por unidade.

Nos condomínios horizontais, não podem faltar áreas de lazer, academias, restaurantes e quadras cobertas, segundo Marco Pessoz, presidente da Secovi de Mato Grosso, em entrevista para o Globo.

Leia Também:  Exportações do agronegócio do Brasil atingiram US$ 13,71 bilhões em setembro

O metro quadrado de (imóveis de) luxo é negociado de R$ 10 mil a R$ 12 mil. Em alguns casos, é ainda mais caro”, diz, citando como exemplo um produto “super luxo” lançado na cidade no ano passado e que foi um sucesso.

Aparecido do Carmo/Repórter MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  Ministro diz que voluntários usaram substâncias tóxicas para tirar óleo da pele e descarta situação crítica

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Prefeito Maninho prestigia visita do ministro Tarcísio e ressalta importância da Ferrogrão

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA