Agro Notícias
Sucesso da cadeia leiteira da Nova Zelândia inspira seminário em Passo Fundo (RS)
Os produtores de leite de Passo Fundo e região têm a chance de descobrir o que torna a Nova Zelândia um dos maiores players do mundo no setor. O seminário Fundamentos de Produção e Qualidade do Leite da Nova Zelândia recebe três produtores neozelandeses, que vão compartilhar suas experiências – além de especialistas e lideranças do setor leiteiro no Brasil. O evento ocorre no dia 26 de maio, às 9h, no Gran Palazzo Centro de Eventos.
A abertura fica a cargo do coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira, Airton Spies. Ele fala sobre as perspectivas e desafios da produção do leite na Região Sul. Já o bem-estar animal será tema da fala de Diego Lima, da Simcro.
A programação continua com palestra de Ernesto Coser Netto, do Grupo Tru-Test, sobre o uso de novas tecnologias no manejo de pastagens e a aplicação da experiência neozelandesa na realidade brasileira. A seguir, Homero De Boni Junior, da PGG Wrightson Seeds do Brasil, fala sobre como os neozelandeses usam a pastagem para aumentar a rentabilidade da produção de carne e leite.
Para entender as similaridades e diferenças entre os dois países, a programação encerra com a participação de três produtores neozelandeses. “Tem muitas coisas que podemos trazer de ensinamento, claro, sempre observando nossa realidade. Não adianta querer copiar ‘tal e qual’, mas há informações que podem ser inseridas, implantadas nas propriedades”, observa o técnico em Formação Profissional Rural do Senar-RS Pedro Faraco.
Com produção média de 22 bilhões de litros anuais – dos quais 96% são exportados para 140 países –, a Nova Zelândia deve seus resultados a fatores como o isolamento geográfico, que protege a saúde do rebanho, excelentes condições climáticas, solo fértil para a produção de forragens, muita água e tecnologia de ponta para ampliação de desempenho. O seminário é uma promoção conjunta do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) com a Embaixada da Nova Zelândia no Brasil.
Seminário Fundamentos de Produção e Qualidade do Leite da Nova Zelândia
Quando: 26 de maio, a partir das 9h
Onde: Gran Palazzo Centro de Eventos (Rua Antônio Marinho de Albuquerque, 1.275. bairro Valinhos, passo Fundo)
Quanto: Gratuito
Informações e inscrições: www.senar-rs.com.br/inscricao
*Reprodução permitida desde que atribuídos créditos à Ascom/Padrinho Conteúdo
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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