Agro Notícias
SLC se consagra como Rei do Agro Brasileiro com 672.000 ha
Com 672.000 hectares em 22 fazendas e 2,3 milhões de toneladas de soja, milho e algodão produzidas anualmente, a empresa já é hoje a maior produtora agrícola nacional. Em suma, é uma empresa que alimenta o mundo.

A história da SLC, maior produtora de grãos do Brasil, está conectada ao desenvolvimento do agronegócio no país. Em 1977, quando nasceu a SLC Agrícola, braço operacional do grupo Schneider, Logemann & Cia, até então focado em máquinas agrícolas, o Brasil produziu 46 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. De lá para cá, a produção agrícola brasileira cresceu mais de seis vezes: a estimativa para 2023 é de um recorde de 313 milhões de toneladas.
Veja no final da reportagem um vídeo institucional contando a histório da SLC Agrícola
Um trabalho de tecnologia, eficiência e profissionalização no campo, com aumento de mais de 400% na produtividade. A SLC representa como poucas empresas esse processo, e ajudou o Brasil a sair de um déficit da produção de alimentos para a posição de grande exportador. A companhia foi pioneira em muitos aspectos da história agrícola nacional: da agricultura de soja e milho no cerrado nos anos 1970 à abertura de capital na bolsa em 2007. Puxou também a fila no uso do plantio direto, da maturação do solo de tecnologia no campo.

Com 672.000 hectares em 22 fazendas e 2,3 milhões de toneladas de soja, milho e algodão produzidas anualmente, a empresa já é hoje a maior produtora agrícola nacional. Mais do que isso: é a maior empresa de um país que, neste ano, caminha para ser o maior exportador de soja, milho, café, açúcar, carne bovina e carne de frango do mundo.
Em suma, é uma empresa que alimenta o mundo. Colheita 21/ 22 é finalizada com produtividade de 3.994kg/ha, 6,1% superior ao orçado e 31,9% superior à média nacional – (CONAB Julho/2022).
Veja onde estão localizadas as fazendas:
- Fazenda Parnaguá – Santa Filomena (PI)
- Fazenda Paiaguás – Diamantino (MT)
- Fazenda Paladino – São Desidério (BA)
- Fazenda Palmares – Barreiras (BA)
- Fazenda Pamplona – Cristalina (GO)
- Fazenda Pamplona – Unaí (MG)
- Fazenda Parnaíba – Tasso Fragoso (MA)
- Fazenda Panorama – Correntina (BA)
- Fazenda Perdizes – Porto dos Gaúchos (MT)
- Fazenda Parceiro – Formosa do Rio Preto (BA)
- Fazenda Pioneira – Querência (MT)
- Fazenda Piratini – Jaborandi (BA)
- Fazenda Planalto – Costa Rica (MS)
- Fazenda Planeste – Balsas (MA)
- Fazenda Planorte – Sapezal (MT)
- Fazenda Pantanal – Chapadão do Sul (MS)
- Fazenda Palmeira – Tasso Fragoso (MA)
- Fazenda Pampeira – Campo Novo do Parecis (MT)
- Fazenda Piracema – Diamantino (MT)
- Fazenda Pirapora – Santa Rita do Trivelato (MT)
- Fazenda Próspera – Tabaporã, Nova Canaã do Norte e Itaúba (MT)
- Fazenda Pejuçara – São José do Rio Claro e Diamantino (MT)
- Fazenda Paysandu – Correntina (BA)
- Fazenda Paineira (ARRENDADA) -Monte Alegre do Piauí (PI).

Conheça o Ciclo de Produção da SLC O ciclo de produção se inicia no planejamento estratégico com base no cenário nacional e internacional de commodities agrícolas atuais e futuras. As definições estratégicas norteiam a elaboração do planejamento agrícola de cada ano, no qual são definidos todos os insumos necessários para a safra, dentro das peculiaridades de cada cultura. Após a aquisição e entrega dos insumos nas Fazendas, inicia-se a execução das operações agrícolas, como o preparo do solo, a semeadura, adubação, controle de pragas, doenças, plantas daninhas e colheita.



A SLC tem o sonho grande de “impactar positivamente gerações futuras, sendo líder mundial em eficiência no negócio agrícola e respeito ao planeta”. “Estamos trabalhando para ser referência no nosso negócio e ser líder mundial no negócio agrícola com alta produtividade, baixo custo de produção e alta eficiência de recursos naturais”, afirma Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola.
“E com respeito ao planeta, totalmente conectado com a sustentabilidade dentro do tripé econômico, social e ambiental.”
SLC se consagra como Rei do Agro Brasileiro com 672.000 ha – O Correio News
Agro Notícias
Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta no campo e exige planejamento antecipado para safra 2026/27

A possibilidade da formação de um “Super El Niño” neste ano já acende o sinal de alerta no setor produtivo, especialmente para a agricultura em Mato Grosso. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas, elevar as temperaturas e influenciar diretamente o desenvolvimento das lavouras no estado.
Com base em dados e projeções apresentados no relatório do consultor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Clyde Fraisse, o cenário climático exige atenção redobrada por parte dos produtores rurais, uma vez que pode afetar desde o planejamento do plantio da safra 2026/27 até a definição das estratégias de manejo ao longo do ciclo produtivo.
Na avaliação do consultor, embora ainda existam incertezas quanto à intensidade do fenômeno, o cenário indica probabilidade de alterações climáticas no Centro-Oeste, exigindo planejamento antecipado e estratégias voltadas à redução dos riscos na próxima safra.
“Os impactos do El Niño sobre a safra 2026/27 dependerão não apenas da intensidade do aquecimento do Oceano Pacífico, mas também da interação com outros sistemas climáticos, especialmente o Atlântico Tropical e os padrões atmosféricos sobre a América do Sul. Entretanto, o consenso entre os principais centros meteorológicos internacionais indica que o fenômeno aumenta significativamente a probabilidade de atrasos no início da estação chuvosa no Brasil Central. Para os produtores de Mato Grosso, isso reforça a necessidade de uma estratégia preventiva baseada na redução de riscos”, afirmou o consultor.
Diante desse cenário, Clyde Fraisse destaca que o monitoramento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo são fundamentais para reduzir os impactos de possíveis atrasos das chuvas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo.
“O monitorar continuamente as previsões climáticas de médio e longo prazo; evitar a semeadura após precipitações isoladas, aguardando a consolidação da estação chuvosa; manter elevada cobertura do solo por meio do Sistema Plantio Direto e de plantas de cobertura; realizar escalonamento da semeadura para reduzir a exposição ao risco climático; utilizar cultivares adaptadas às diferentes janelas de plantio e revisar o planejamento da segunda safra considerando possíveis atrasos da soja; intensificar o monitoramento fitossanitário, uma vez que mudanças no regime de temperatura e umidade podem alterar a dinâmica de doenças e pragas”, aconselhou Clyde Fraisse.
O consultor ressalta ainda que eventos climáticos dessa magnitude podem provocar reflexos em diferentes etapas da produção, afetando desde a implantação das lavouras até a logística e a comercialização dos grãos. Por isso, o uso de informações técnicas e de estudos climáticos torna-se uma ferramenta importante para orientar decisões dentro da propriedade.
“Para Mato Grosso, esses fatores representam risco elevado principalmente durante a emergência da soja, fase em que a disponibilidade hídrica é determinante para a formação do estande de plantas. A resposta climática depende da interação entre diversos modos de variabilidade climática. A climatologia baseada em eventos históricos constitui uma das ferramentas mais robustas para estimar riscos agrícolas. Estudos conduzidos pela Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Instituto Nacional de Meteorologia e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária demonstram que existe elevada recorrência de determinados padrões regionais. Esses padrões permitem orientar decisões relacionadas ao calendário de plantio, escolha de cultivares, manejo da cobertura do solo, escalonamento da semeadura e estratégias de mitigação do risco climático”, disse.
Diante desse cenário, produtores rurais já começam a avaliar possíveis ajustes no planejamento da próxima safra. A antecipação dessas decisões pode ser determinante para minimizar perdas e garantir maior segurança produtiva. Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Diego Dall Asta, acompanhar de perto as projeções meteorológicas é indispensável para que o produtor tome decisões mais assertivas diante de um cenário de maior incerteza climática e custos elevados de produção.
“Todo produtor acompanha as projeções climáticas com muita atenção, porque elas são fundamentais para o planejamento da próxima safra. Em um ano como este, em que os custos de fertilizantes químicos e sementes estão em patamares historicamente elevados, o produtor precisa, mais do que nunca, fazer um plantio assertivo. A forma como ele vai se adaptar para a próxima safra depende muito dessas projeções. A tendência é de um plantio com mais cautela, reduzindo, por exemplo, a área plantada no início do calendário, quando ainda há pouca umidade. O produtor não vai arriscar plantar com solo seco, chuvas esparsas ou precipitações muito antecipadas”, afirmou.
Segundo Diego Dall Asta, diante das projeções climáticas, o planejamento da próxima safra passa a exigir ainda mais atenção, desde a escolha das variedades até o momento adequado para iniciar o plantio, buscando reduzir riscos e preservar o potencial produtivo das lavouras.
“O planejamento precisa ser geral: plantar apenas com umidade suficiente para garantir uma boa germinação e um estabelecimento seguro da lavoura, pensando em um intervalo de duas a três semanas em que a planta possa suportar a falta de chuva. Além disso, é fundamental escolher materiais adaptados aos veranicos, que podem ocorrer entre outubro, novembro e dezembro. A tendência é de um ano com menos umidade, principalmente no início da safra, e com temperaturas mais altas. Então, o caminho é se adaptar: escolher bem as variedades, evitar plantar em condição de risco e trabalhar sempre com maior segurança”, orienta o vice-presidente Leste da Aprosoja MT.
A Aprosoja Mato Grosso, juntamente com especialistas, reforça que diante da possibilidade de alterações climáticas expressivas na próxima safra, o planejamento antecipado será um dos principais aliados do produtor rural.
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