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Sistema CNA/Senar divulga vencedores do 'Prosa de Porteira'


Brasília (11/04/2022) – O Sistema CNA/Senar divulgou, na segunda (11), os três causos vencedores do concurso Prosa de Porteira. A cerimônia de premiação dos ganhadores será realizada no dia 18 de abril.

O objetivo da ação é incentivar os costumes do campo para a cultura popular brasileira. 

As premiações são uma moto para o primeiro colocado, um notebook para o segundo e um celular smartphone para o terceiro lugar.

Conheça os vencedores:

1º lugar – Nem um nem outro (Bahia)
2º lugar – O coroinha (Rio Grande do Norte)
3º lugar – A mulher fantasma (Ceará)

Todas as histórias inscritas no site prosadeporteira.com.br passaram por etapas classificatórias e eliminatórias como o envio dos vídeos, cadastro, análise de comissão organizadora e votação popular. Do total de 300.816 mil votos populares, o causo ‘Nem um nem outro’ recebeu 153.413 votos. Já ‘O coroinha’ foi votado 128.457 vezes e ‘A mulher fantasma’ recebeu 7.063 votos do público.

Nem um, nem outro – No causo, Itamar Santos conta a história de dois compadres que saíram para caçar e não conseguiram matar nada. Tristes e desanimados, na volta para casa avistaram uma mala cheia de dinheiro no fundo de uma vereda. Para comemorar que ficaram ricos, um compadre foi até a cidade comprar uma cachaça e outro ficou para vigiar a mala. O que foi comprar a cachaça resolveu envenenar a bebida para matar o outro e ficar rico sozinho. O que ficou com a mala decidiu se esconder e dar um tiro no que vinha com a cachaça. E assim foi feito. No fim das contas, os dois morreram e ‘nem um, nem outro’ ficou rico, porque ganância e inveja não leva a ninguém a nada.

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O coroinha – Paulo Meireles conta a história de uma criança que era coroinha. No grupo dos amigos, os mais velhos tinham vantagem nos afazeres da igreja e os menores só varriam o chão. Mas o primo desse coroinha que era influente disse que ia ajudar ele a participar da missa de domingo. Quando chegou o dia, seu primo alertou que quando o padre dissesse a palavra ‘santificai’, ele deveria tocar a sineta sem parar. Mas na primeira leitura do padre, o coroinha tocou a sineta e todo mundo se ajoelhou. Foi aí que percebeu que tocou o sino na hora errada. Em casa, foi chamado atenção e no grupo de coroinhas foi motivo de mangação e nunca mais tocou o sino, ficou só varrendo o chão.

A mulher fantasma – A professora e contadora de histórias, Lucí Oliveira, conta que sempre na madrugada os motoristas da região de Quixeré-CE viam uma mulher muito bonita, vestida de branco, vagando pela estrada. Um certo dia, um dos motoristas resolveu parar e dar uma carona à moça. Levou ela até a cidade e quando chegou, perguntou se ela não tinha medo de andar sozinha naquele horário. E ela respondeu: quando eu era viva, eu tinha. E nesse instante a mulher desapareceu.

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Conheça o site Prosa de Porteira, espaço criado para resgatar os mais variados, criativos e saborosos causos do campo brasileiro, além de trazer muita música e gastronomia das diferentes regiões do País.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
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youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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