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Sindicato Rural e Senar-MT ofertam capacitação e conhecimento na Farm Show


Presente na 6ª Edição da Farm Show com um estande, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) oferta atendimento consultivo, cursos e oficinas. O presidente do Sindicato Rural, Marcos Bravin, elogiou o trabalho realizado pela instituição e o estande montado na feira, durante abertura oficial do evento ocorrida nesta quarta-feira (16.03).

O visitante pode contar com os pavilhões comercial e tecnológico da feira que trazem mais de 50 expositores da área de novas tecnologias, startups, softwares entre outros. “A Farm Show supera todas as expectativas a cada ano, não imaginávamos que em pouco tempo teríamos tanta representatividade, e depois de dois anos vamos fazer a maior feira de todas as edições, e mostrar a força do agro que movimenta a economia e alimenta nosso Brasil e o mundo ”, enfatizou Bravin.

A tecnologia também se faz presente no setor de máquinas e implementos que nesse ano traz expositores nacionais e internacionais. “São mais de 200 expositores na área de logística, implementos e máquinas agrícolas, equipamentos para pecuária e empresas ligadas ao agronegócio na área de prestação de serviço”, destaca o presidente da Feira, José Nardes.

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Atividades do Senar-MT – Nesta quinta-feira haverá vitrine de peixe, a partir das 13 horas e na sexta-feira (18.03) é dia de vitrine de cozinha pantaneira que também começa a partir das 13h30. Todos os eventos acontecem no prédio do NAC, localizado próximo ao Sindicato Rural dentro do espaço onde é realizado a Farm Show.

Além das atividades práticas, estão previstas palestras sobre agricultura de precisão, comunicação e papel da mulher na empresa rural. As ações são gratuitas à comunidade, graças aos recursos dos produtores rurais. “Essa é uma das formas de retribuir a contribuição do produtor ao Senar-MT: ofertar qualificação de mão de obra e conhecimento aqueles que pretendem iniciar a carreira no campo”, afirma o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia.

Representantes do Famato e do Instituto Agrihub também estão presentes. Produtores rurais podem esclarecer dúvidas com as instituições e conhecer as tecnologias de startups parceiras do Agrihub que trazem novidades para a atividade agropecuária.

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Programação dos próximos eventos

22 a 25 de março

Show Safra em Lucas do Rio Verde

25 e 26 de março

10º Simpósio Nutripura em Rondonópolis

29 de março a 1º de abril

Parecis Super Agro em Campo Novo do Parecis

30 de março

1º Encontro dos Produtores do Agro em Ipiranga do Norte

19 a 22 de abril

Norte Show em Sinop

18 a 21 de maio

Tecnoalta em Alta Floresta

25 a 28 de maio

Oeste Rural Show em Pontes e Lacerda

22 a 24 de junho

Famato Embrapa Show

Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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