Agro Notícias
Senar/SC forma técnicos em agronegócio no polo de Araranguá
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), promove em parceria com o Sindicato Rural de Araranguá, a solenidade de formatura da turma do Curso Técnico em Agronegócio do polo do município. O evento ocorre neste sábado (21), às 19 horas, no Sítio Pura Brasil.
O ato será conduzido pelo assessor jurídico do Sistema Faesc/Senar-SC Clemerson Pedrozo, e terá como anfitrião o presidente do Sindicato Rural de Araranguá, Rogério Pessi. Também participarão a supervisora Regional do Senar/SC Sueli Silveira Rosa, o deputado estadual José Milton Scheffer, representantes da Prefeitura, entre outras lideranças, professores e profissionais envolvidos no curso, além de familiares dos formandos.
Reconhecido pelo MEC e pelo Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA), o curso contou com carga horária de 1.230 horas e esteve dividido da seguinte forma: 80% a distância e 20% com aulas presenciais. Ao longo das atividades, os alunos conheceram técnicas de gestão, de comercialização e execução de procedimentos para planejar e auxiliar na organização e controle das atividades de gestão do negócio rural. Além disso, os encontros presenciais oportunizaram visitas técnicas em propriedades rurais para conhecer a realidade do agronegócio catarinense.
A formação é gratuita e prioriza o acesso às vagas para agricultores familiares ou médio produtores e profissionais de assistência técnica e extensão rural. Os novos técnicos receberão diploma com a marca do Sistema Faesc/Senar-SC e saem preparados para atuar na gestão de propriedades e empresas rurais.
O presidente José Zeferino Pedrozo ressalta que o curso demonstra a pujança de um setor que move a economia catarinense. “A qualificação cumpre um importante papel na transformação de propriedades rurais, bem como em empresas e entidades do agronegócio, pois oportuniza empregar técnicas inovadoras e sustentáveis para melhorar a produtividade e elevar a renda. Temos orgulho em formar mais uma turma que vem para qualificar e fortalecer ainda mais o nosso agronegócio”.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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