Agro Notícias
Senar-RS leva conhecimento e tecnologia para produtores da Expoagro Afubra
Dentro da missão de estar cada vez mais próximo do produtor rural, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) marcará presença em mais um grande evento do agro: a Expoagro Afubra. O evento será realizado pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) no município de Rio Pardo (RS), de 23 a 26 de março.
Os participantes da feira – a maior do país relacionada à agricultura familiar – poderão participar gratuitamente das atividades promovidas no espaço do Senar-RS. Técnicos da instituição estarão à disposição para esclarecer dúvidas e fazer inscrições dos produtores interessados no serviço de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
O programa hoje presta consultoria individualizada a 4,9 mil estabelecimentos rurais nas cadeias produtivas da Agricultura, Agroindústria, Apicultura, Aquicultura, Bovinocultura de Corte, Bovinocultura de Leite, Fruticultura, Olericultura e Ovinocultura, além de Avicultura e Suinocultura, ainda em mobilização. Com duração de dois anos, as atividades consistem em orientações técnicas e de gestão para propriedades de qualquer porte.
Drones
Os produtores que visitarem o estande do Senar-RS poderão aprender de forma prática o uso de um valioso recurso tecnológico: drones. Trata-se de uma amostra do curso semipresencial Operação de Drones, oferecido regularmente pelo Senar-RS.
Conforme o agrônomo e Técnico em Formação Profissional Rural do Senar-RS, Henrique Padilha, o objetivo da oficina é “despertar para as funcionalidades do drone e como ele pode auxiliar o produtor rural”. A atividade, com 30 minutos de duração, permitirá que os participantes tenham conhecimentos teóricos e práticos básicos, como decolagem, pouso e os variados usos do equipamento. Entre os mais comuns, a coleta de imagens aéreas, o monitoramento de área e aplicação de defensivos.
Interessados podem se inscrever gratuitamente no local.
Oficina de Drone na Expoagro Afubra
Quando: de 23 a 26 de março
Horários: 10h, 11h, 14h e 15h.
Onde: Rincão Del Rey (BR-471, Km 161, Rio Pardo).
Inscrições: no local
*Reprodução permitida desde que atribuídos créditos à ASCOM/Padrinho Conteúdo
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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