Agro Notícias
Senar-AR/AM realiza 'Dia de Campo' para produtores atendidos pelo ATeG em Manacapuru
Na última sexta (20), o Senar-AR/AM realizou o 1º Dia de Campo voltado para os produtores assistidos pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), no Amazonas. O foco da atividade foi a cadeia de fruticultura, no município de Manacapuru. O evento foi realizado em duas estações. A primeira no sítio Santa Catarina (Quilômetro 59 da AM-070), da produtora Zelha Zenaide, e a segunda no sítio São Sebastião (Quilômetro 62 da AM-070 – Ramal do Laranjal), do produtor Álvaro de Almeida.

Na abertura do evento, no Sítio Santa Catarina, a superintendente do Senar-AR/AM, Jeyn’s Alves, enfatizou a importância do conhecimento para que o produtor cuide adequadamente de sua propriedade rural. “Se vocês investirem na propriedade com conhecimento, o resultado chega. Vocês vêm acompanhando isso com a ATEG através dos nossos técnicos de campo, mas também com o conhecimento que vocês vão agregando com as orientações técnicas recebidas. Esse dia de campo foi pensando com muito zelo para focar na fruticultura, um tema importante para todos”, destacou.
O coordenador do ATeG no Amazonas, Rodrigo Guimarães, agradeceu pela confiança e participação dos produtores presentes na ação e pelo apoio dado ao programa no município. “Hoje vocês têm aqui profissionais de excelência demonstrando na prática o que pode ser melhorado na propriedade de vocês. Então, aproveitem”, incentivou. Também participaram da abertura, o presidente do sindicato rural de Manacapuru, Mário Jorge Bastos e os instrutores do Senar-AR/AM, Gustavo Tavares, Bruno Roque e Daniel Menezes.

Estação 1
A primeira estação visitada foi o pomar de maracujá, no sítio Santa Bárbara, que possui aproximadamente 10 hectares de extensão. Nela, os produtores tiveram a oportunidade de obter conhecimento focado na produção de mudas, desde a coleta da semente até o plantio. “Também foi demostrada a forma correta de realização da calagem (técnica de preparo do solo e neutralização da acidez do terreno), adubação em cova e principalmente repassado ao produtor a importância da aplicação dessas técnicas na cultura”, explicou o coordenador do ATeG no Amazonas e engenheiro agrônomo, Rodrigo Guimarães. A proprietária, Zelha Zenaide, se disse feliz em receber os produtores para a atividade. “Na verdade, em momentos assim, a gente passa a nossa experiência e recebe a experiência deles. Então é uma troca”.
Estação 2
A segunda estação visitada foi no sítio São Sebastião que possui pomar de culturas diversificadas como mamão, banana, pimenta de cheiro e frutas cítricas. “Foi realizada a demonstração dos consórcios de culturas (espécies cultivadas simultaneamente) realizadas na propriedade, onde foi mostrado a importância do aproveitamento de uso do espaço e enfatizada a importância do manejo adequado das culturas que resulta em aumento de produção e redução de custos”, continuou, Rodrigo.
O produtor rural assistido pelo ATeG e presidente da cooperativa agrícola Coomapra, Altevir Oliveira, também ressaltou que o Dia de Campo foi importante para o aprendizado de cada participante. “Serve pra gente levar conhecimento pra comunidade e passar pros sócios que não puderam estar presentes, além de levar pro próprio plantio da gente. Queremos agradecer a parceria do Senar-AR/AM que é muito importante para a comunidade”.
Cuidados para a produtividade

A responsável técnica pelo programa de Formação Profissional Rural (FPR) do Senar-AR/AM, Genícia Menezes, que coordenou a atividade, enfatizou que um aspecto essencial da ação foi transmitir informação para que os produtores pudessem alcançar uma efetiva produtividade com o conhecimento adquirido. “Esse tipo de evento proporciona aos produtores uma visão prática a ser adotada em suas atividades agrícolas. Na visita ao sítio Santa Catarina, que teve como foco, a produção de mudas de maracujá, as técnicas apresentadas tiveram o objetivo de auxiliar o produtor no desenvolvimento do pomar. Já no sítio São Sebastião, cujo foco foi manejo das culturas de banana, mãmao e citrus, foram dados esclarecimentos sobre espaçamento, manejo, adubação de cobertura, cuidados fitossanitários e custos de produção”, complementou.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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