Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Seis cidades de MT estão no top 10 dos maiores produtores agrícolas do Brasil; Nova Mutum/MT ocupa 9ª posição

Dos 10 municípios que lideram a produção agrícola no Brasil em 2023, seis são de Mato Grosso. A informação consta em relatório divulgado nessa quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em primeira posição aparece a cidade de Sorriso/MT, que sozinha é responsável por 1% da produção nacional. O valor da produção da cidade foi estimado em R$ 8,3 bilhões, sendo que os principais resultados foram com a produção de soja (R$ 5 bilhões), milho (R$ 2,1 bilhões), algodão em caroço (R$ 1 bilhão), e feijão (R$ 185,8 milhões).

Em terceiro lugar no ranking aparece Sapezal/MT, com valor da produção estimado em R$ 7,5 bilhões. Mesmo com uma queda de 5,9% na comparação com o ano anterior, o resultado do município foi embalado pela produção de algodão herbáceo (R$ 3,5 bilhões) e a produção de soja (R$ 3,5 bilhões).

Campo Novo do Parecis/MT, aparece na sequência, na quarta posição nacional, com produção estimada em R$ 7,1 bilhões, com destaque para a produção de soja, responsável por R$ 3,7 bilhões desse montante.

Leia Também:  Namorado de avó é preso suspeito de abusar sexualmente de neta de 1 ano em MT

Em sexto lugar está Diamantino/MT, com produção total de R$ 5,9 bilhões. A maior parte desse resultado vem da cultura da soja, estimada em R$ 3,8 bilhões.

A cidade de Nova Ubiratã/MT, produziu R$ 5,4 bilhões apenas com a agricultura no ano passado, ficando com a oitava posição. A soja também é a principal fonte de receita do município, com resultado de R$ 3,3 bilhões.

A última cidade mato-grossense no ranking, ocupando a 9ª posição, é Nova Mutum/MT, com produção total de R$ 5,3 bilhões, sendo que R$ 3,4 bilhões vieram da produção de soja.

Em 2023, os 10 municípios com os maiores valores da produção agrícola geraram juntos R$ 65,1 bilhões, concentrando 8,0% do valor obtido no país com a produção agrícola. As seis cidades mato-grossenses no raking produziram R$ 39,7 bilhões.

O resultado coloca Mato Grosso no topo do ranking dos estados com maior produção do Brasil, com um total de R$ 153,5 bilhões. Além disso, liderou a produção nacional de soja e milho em 2023, mesmo com a queda na cotação desses produtos, estimada em 12,2%.

Leia Também:  Fruticultura Brasileira: Diversidade e sustentabilidade para alimentar o Brasil e o Mundo

Fonte: PowerMix

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  MANDIOCA/CEPEA: Média nominal é a maior em 20 anos

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Cavalaria da PM prende quatro por associação e tráfico de drogas no bairro Bela Vista em Nova Mutum/MT

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA