Agro Notícias
Saúde do Homem e da Mulher encerra ação em Cacimbinhas com quase 150 trabalhadores rurais atendidos pelo programa
O Programa Saúde do Homem e da Mulher atendeu quase 150 trabalhadores e trabalhadoras rurais durante os três dias da ação no município de Cacimbinhas, região Agreste de Alagoas. Idealizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a iniciativa leva atendimento médico para essa parcela da população, que quase sempre tem dificuldade para manter a realização de exames de saúde em dia.
Em Cacimbinhas, o programa esteve na cidade nos dias 23 e 31 de março, e 1º de abril. O agricultor Cícero Siqueira Cavalcante, de 69 anos, foi um dos que esteve no posto de saúde para buscar atendimento. Após fazer o exame de PSA no dia 23, quando o programa teve início na cidade, ele retornou na semana seguinte para se consultar com o urologista Mário Ronalsa, parceiro do Senar Alagoas na ação.
O exame do agricultor apresentou alteração no PSA, e uma conversa com o médico o tranquilizou ao afastar o risco de câncer de próstata. “O urologista me disse que está tudo ok com a minha saúde, e que essa alteração [no exame] é normal e até esperada para a minha idade”, explica, aliviado.
Antes da pandemia, ele chegou a fazer exames, mas a suspensão dos atendimentos o deixou sem acesso aos resultados. “Estava um bom tempo sem ir ao médico, e quando finalmente consegui um tempo para ir, aí veio a pandemia e bagunçou tudo. Mas graças a Deus agora estou mais tranquilo”, diz ele, que ainda fez testes de HIV, Sífilis, Hepatite B e C, e ainda mediu a glicemia e fez aferição de pressão arterial.
Maria de Fátima Ferro, de 63 anos, também compareceu ao posto de saúde para participar do programa. Ela fez exame de citologia e recebeu encaminhamento para realização de mamografia, além dos demais exames oferecidos pelo Senar em parceria com a Prefeitura de Cacimbinhas.
“Fui atendida super bem por todo mundo. A médica foi muito atenciosa a todo instante. Gostei muito, já que fazia um bom tempo que não vinha ao médico para saber como anda a minha saúde”, diz.

Além do atendimento médico, os trabalhadores e trabalhadoras rurais que participaram do programa também assistiram a uma palestra do urologista Mário Ronalsa e da psicóloga Walescka Cajé. Ambos falaram sobre a importância de manter a saúde física e mental em equilíbrio, e no caso dos homens com um adendo especial: deixar o preconceito de lado e fazer o exame de toque retal, preventivo para câncer de próstata.
A doença é a segunda mais comum entre os homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que o Brasil registrou 61.200 novos casos e 13 mil óbitos somente em 2018. A cada 7 minutos, um brasileiro é diagnosticado com a doença. A cada 40 minutos, um morre.
As estatísticas também comprovam que 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados em estágios avançados e 25% morrem devido à doença. Quando os sintomas começam a aparecer, 95% dos casos já estão em fase aguda.
“Mesmo com toda a tecnologia, nós ainda registramos cerca de 1,3 mil amputações de pênis por ano no país. Em Alagoas, a situação é pior. Fizemos uma pesquisa, entre 2007 e 2009, e encontramos o número de um pênis amputado a cada treze dias e meio. É uma estatística muito forte”, alerta o urologista nas suas palestras.
Novo formato
A coordenadora do programa no Senar Alagoas, Andrea Almeida, explica que devido à pandemia as atividades foram divididas em três etapas este ano.
“Fizemos o exame de PSA entre os homens no primeiro dia, e no segundo dia fizemos o de citologia para as mulheres. Já no terceiro e último dia, com o resultado do PSA em mãos, os homens são atendidos pelo urologista para realização do toque retal”, detalha.
“Esse programa já tem mais de 10 anos, e aqui em Cacimbinhas é a nossa primeira edição deste ano. Para 2022 estão previstas 15 edições do programa. Ele é muito bem aceito porque a gente sabe a necessidade do homem rural. A falta de acesso muitas vezes [aos serviços de saúde]. Então o Senar chega justamente para atender o pequeno produtor e preencher essa lacuna”, completa a coordenadora.

Em Cacimbinhas, o Senar contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para atender a demanda, além do Sindicato Rural de Palmeira dos Índios, responsável pela mobilização da comunidade.
“Tivemos uma procura acima da média esperada. Nós tivemos homens que vieram de quase 20 quilômetros de distância, de povoados vizinhos ao município. Homens que vieram mesmo da zona rural, que quebraram esse tabu e mostraram aceitação ao programa”, conta a secretária municipal de Saúde, Syntia Emanuela França. “Nossos agentes de saúde saíram para busca ativa e conseguiram também trazer essas pessoas para atendimento médico”, diz.
A próxima edição do Programa Saúde do Homem e da Mulher do Senar Alagoas será realizada na cidade de Belém, na região Agreste, ainda neste mês de abril.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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