Agro Notícias
Reflore/MS e Sistema Famasul lançam ´10ª Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios´ no dia 26 de abril
Será lançada no dia 26 de abril, às 8h (MS), a ´10ª Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios´, uma iniciativa da Reflore/MS e empresas associadas, com parceria do Sistema Famasul e Senar/MS, e apoio do Governo de MS, Corpo de Bombeiros Militar e Ibama. Neste ano, o evento acontecerá em formato híbrido, na sede da Casa Rural, em Campo Grande, e também com transmissão pelo Youtube.
Com o tema ´Fogo Zero – Rápido na reação, constante na prevenção´ a campanha tem como objetivo desenvolver uma cultura permanente da prevenção contra os incêndios florestais, levando capacitação e conhecimento às populações urbanas e rurais, orientações sobre cuidados para evitar as chamas, e alerta das consequências dos incêndios, tais como empobrecimento do solo, poluição do ar, acidentes nas rodovias devido à fumaça, e até mesmo morte de animais e pessoas, além dos prejuízos aos produtores rurais.
“Anualmente realizamos a Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios com o propósito de conscientizar frequentemente a sociedade sobre os malefícios econômicos, ambientais e sociais que os incêndios florestais podem causar. Por meio de uma série de ações, nossa missão é compartilhar informações, levar conhecimento e orientações para as pessoas, plantando gradativamente a semente da prevenção!”, destacou Junior Ramires, presidente da Reflore/MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas).
“Importante destacar a parceria entre as instituições, públicas e privadas, na realização desta campanha, que a cada ano amplia a conscientização das pessoas em relação aos incêndios, seja no campo, seja na cidade. É preciso orientar de forma constante, e cito como exemplo os cursos do Senar MS, oferecidos junto ao Corpo de Bombeiros, levando capacitação à população rural”, disse Marcelo Bertoni, presidente do Sistema Famasul.
Durante o lançamento serão apresentados dados sobre os incêndios registrados nos últimos anos em Mato Grosso do Sul, as ações que serão realizadas na Campanha em 2022 e os esforços que os agentes e empresas do setor de base florestal têm feito no estado para prevenir e combater os focos.
Serviço
O que: Lançamento da ‘10ª Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios’
Quando: 26 de abril, às 8 horas (MS)
Onde: sede do Sistema Famasul – Rua Marcino dos Santos, 401, Chácara Cachoeira
Transmissão ao vivo: Canal do Sistema Famasul no Youtube.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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