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Agro Notícias

Referência na produção de hortaliças, casal recebe assistência técnica da Empaer

Com produção diária de 210 maços de hortaliças hidropônicas nos 12 meses do ano, Ivonete Rocha, de 43 anos e Adelino Altini, de 62, atendem lanchonetes, supermercados e clientes que vão às compras diretamente na área de produção, na cidade de Alta Floresta (a 803 km de Cuiabá-MT).

Com assistência técnica da Empaer, o casal diz estar contente com o resultado de tanto investimento associado a muito trabalho. Adelino, conhecido como Italiano, conta que há 20 anos está no local, uma área bem próxima do perímetro urbano. No começo era funcionário, mas o então chefe, na época, foi embora o deixando sozinho. Com o desafio de dar continuidade na lida, decidiu assumir e, desde então, acorda junto com a esposa todos os dias às 3h30 da madrugada para darem conta de tanto trabalho que o ofício exige.

Para Italiano, colher, hoje, o resultado de tanto esforço é graças à parceria com a Empaer, por meio do acompanhamento e troca de experiência junto com o técnico Leocir José Dellani, que define a vida do agricultor familiar com desafios, muito trabalho e glórias também. “Tivemos várias intempéries, desde problemas com a adubação, pragas e doenças, mas tudo foi contornado. Hoje, o casal é referência no segmento na cidade.”.

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Para Leocir, o segredo, além da persistência, foi seguir as recomendações. “Teve momento que busquei informação, porque também tive dúvidas, mas tudo foi superado. Ver um produtor feliz e realizado, não tem preço”.

Para Ivonete Rocha, o desafio de lidar com uma horta é que é exigido trabalho duro; não é para qualquer pessoa. “Quem vê essa horta linda e cheia de alface, almeirão, cebolinha, rúcula, salsa, cebolinha, coentro, entre outros, não imagina o trabalho que dá. Mas, todos os dias, pedimos a Deus e à Nossa Senhora força, saúde e muita disposição”, destaca ela.

Já Italiano pontua novos desafios, como o de legalizar a documentação do terreno onde trabalham, o que já está em andamento, além de buscar linhas de crédito para uma grande reforma no espaço. “Sonho todos os dias com isso. Estamos mexendo com a papelada e tenho certeza que vamos conseguir. Um terreno é meu já formalizado e o outro arrendado, e que ajuda a garantir as hortaliças durante todo ano”, completa ele.

Além do casal, dois funcionários ajudam na lida. Eles são remunerados com diária de serviço. Com a venda da hortaliça e o pagamento das despesas, o casal, que tem um filho adolescente, vive com uma renda entre R$ 5 a R$ 6 mil por mês.

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Ronald Fenta, recém-chegado na cidade, já comprou no espaço duas vezes e disse estar surpreso com a qualidade das folhas. “É outra coisa quando você vê de onde vem o que está comendo. O casal tem um cuidado especial. Acabei de chegar em Alta Floresta e serei um cliente assíduo, com certeza”, pontua.

Fonte: AgroPlus

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Agro Notícias

Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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