Agro Notícias
Programa Saúde do Homem e da Mulher em AL começa este ano por Cacimbinhas
O Programa Saúde do Homem e da Mulher inicia a agenda de atividades deste ano pelo município de Cacimbinhas, no Sertão de Alagoas, esta semana. Nos dias 23 e 31 de março, e 1° de abril, a equipe do Senar vai estar na cidade para fazer exames e prestar atendimento médico a trabalhadores e trabalhadoras rurais da região.
No primeiro dia (23), o público alvo são os homens de 45 a 80 anos de idade que nunca tenham feito o exame PSA ou que estejam com ele atrasado há pelo menos dois anos. Além da coleta de sangue para o exame, o programa também prevê a realização de palestras que têm como temas a higiene pessoal, planejamento familiar, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), câncer de próstata, câncer de pênis e disfunção erétil.
Já no segundo dia (31) será a vez das mulheres, com a realização de exames de citologia entre as trabalhadoras e produtoras rurais do município. O atendimento tem como foco a prevenção ao câncer do colo de útero.
Em 1° de abril, terceiro e último dia do programa na cidade, o médico urologista Mário Ronalsa fará o exame de toque retal nos homens cujo PSA apresenta alterações no resultado – o que pode ser ou não um indicativo de problema de saúde na próstata.
A coordenadora do programa no Senar Alagoas, Andréa Almeida, explicou durante uma Live na terça-feira (15) como funciona essa iniciativa, que deve chegar a 15 localidades ao longo deste ano.
“O programa é realizado em parceria com as prefeituras e secretarias municipais de Saúde, que entram em contato com o Senar e demostram interesse em receber esse tipo de atendimento na cidade. Os homens que apresentarem problemas durante os exames são encaminhados posteriormente para a Santa Casa de Maceió, para receber o tratamento adequado pela equipe do dr. Mário [Ronalsa]”, diz.
“As prefeituras também podem ampliar o atendimento oferecendo outros serviços no local, como esteticista para as mulheres, por exemplo. É um trabalho gratificante porque a gente vê a transformação das pessoas e ajuda a cuidar da saúde delas”, completa.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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